[Texto e fotos: Roberto Alves Reis]
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Para romper o silêncio que esconde a violência cotidiana que sofrem travestis e transexuais no Brasil, o dia 29 de janeiro foi instituído como Dia da Visibilidade Trans no país. Em Belo Horizonte, o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Universidade Federal de Minas Gerais (NUH/UFMG) e parceiros promoveram ontem, segunda, 31, o debate “Direitos Humanos e Cidadania Trans: Acessando as Políticas Públicas”, que aconteceu no auditório do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais.
“O Dia da Visibilidade Trans é muito significativo para nós, travestis e transexuais, pois temos como objetivo mostrar que existimos e somos seres humanos iguais a qualquer um – nem melhores, nem piores. Nosso dia é para reivindicar direitos, igualdade e respeito em qualquer lugar que estejamos”, explica Anyky Lima, vice-presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Cellos-MG), entidade que também promove o evento. A coordenadora social do projeto Aquenda, Mona!, desenvolvido pelo NUH/UFMG, Liliane Anderson, ressalta a importância de projetos e ações voltadas para a população de travestis e transexuais: “Somos muitas, mas vistas sempre nas esquinas da noite e raramente durante o dia. Já está na hora de termos direitos, de ocuparmos os espaços das escolas, de termos tempo para o lazer e principalmente oportunidade de acesso ao mercado de trabalho formal”.
Na programação, a exibição de documentários que retratam a vivência de travestis e transexuais em Belo Horizonte e em Juiz de Fora produzidos pelo NUH/UFMG. O evento conta ainda com o lançamento de um blog no qual travestis e transexuais poderão contar suas experiências. A mesa de debate traz nomes de importância nacional como Keila Simpson, vice-presidente-trans da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Gustavo Bernardes, coordenador LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e Guilherme Silva de Almeida, assistente social e professor do PURO/UFF, que abordaram políticas públicas voltadas para travestis e transexuais no país.
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