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A Sua Universidade é Homofóbica?

Dia 17 de Maio é o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia. Este dia é celebrado em todo mundo em razão da retirada, pela Organização Mundial de Saúde, da homossexualidade, em 1990, da lista de desordens mentais.

No espírito dessa dia o Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual – GUDDS, em parceria com a Rede Universitária de Diversidade Sexual – RUDS, o  Coletivo Travessia e outr@s promoverá uma panfletagem, na hora do almoço, no Bandejão da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. O bandejão é um local pelo qual mais de 4000 pessoas transitam diariamente. Alun@s, professor@s,  funcionári@s da UFMG e outras pessoas que por alí se alimentam serão abordad@s e receberão um panfleto perguntando: “A sua universidade é homofóbica?”. Com essa pergunta e diversas outras o GUDDS quer convidar a comunidade acadêmica para debater sobre a homofobia da e na universidade.

Participe desse debate aqui e nas nossas redes sociais:

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www.facebook.com/guddsmg

É hoje! “Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais em Belo Horizonte”

Nesta segunda, a partir das 18h, BH vai sediar um evento para marcar o Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais, uma data nacional instituída pelo Congresso Nacional em 2004.

A programação será toda realizada no Centro Cultural da UFMG, no centro da capital mineira e é aberta e gratuita. Vai lá! Confira abaixo mais informações e quem vem para os debates:

Instituído em 2004 pelo Congresso Nacional através do Ministério da Saúde, o “Dia da Visibilidade Trans” tem como objetivo ressaltar a importância da diversidade e do respeito, principalmente para o Movimento Trans, representado por travestis, transexuais e transgêneros. É nesse dia que ONGs de todo o Brasil preparam eventos visando combater a discriminação, além de promover ações culturais e de saúde.

O “Dia da Visibilidade Trans” proporcionou que a “Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros” (ANTRA) e a “Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais” (ABGLT) lançassem campanhas com o objetivo de atingir as escolas públicas brasileiras, promovendo assim o respeito à identidade de gênero.
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Em 2012 o evento será organizado no dia 30 de Janeiro, em Belo Horizonte, no Centro Cultural da UFMG. Confira abaixo a programação completa:
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DATA: 30 de Janeiro de 2012
HORÁRIO: 18h00 às 22h30
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PROGRAMAÇÃO:
18h – 18h30:
Recepção do público e dos convidados com exibição de fotos e vídeos das duas últimas comemorações do “Dia da Visibilidade TRANS” e dos ENTLAIDS.
18h30 – 19h  –   Mesa de Abertura:
- Núcleo Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG:
          Marco Aurélio M. Prado
- Conselho Nacional LGBT:
           Keila Simpson
- Cellos Trans:
           Anyky Lima
- Conselho de Desenvolvimento Social – CODS
- Pro-Reitoria de Graduação – UFMG
- Coordenação Municipal DST/AIDS
- NAC – LGBT:
           Helen
- Secretária Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania LGBT:
           José Wilson
- Coordenação Nacional de DST-AIDS Do Ministério da Saúde
           Eduardo Barbosa
19h – 19h30:
Homenagem à Tomba-Homem
Homenagem à Priscila
Atividade Cultural
19h30 – 21h    –    Mesa de Debate:
Mediador: Liliane Anderson – Nuh/UFMG
- Articulação de Homens trans de Recife:
           Leonardo Tenório
- Assistente Social – CR LGBT/SP:
           Thaís Souza
- ANTRA – ASTRA/SE:
           Tatiana Araujo
21h – 21h30   –   Finalização:
Coffee Break
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Maiores informações: NUH – UFMG: (31) 3409-6287 (tratar com Lili, Rafaela ou Thalles)

Deu no jornal: “Abordagem homossexual de peças divide opiniões”

Vocês viram? Pesquisa do Igor Leal, integrante do Gudds!, foi tema de reportagem no Jornal O Tempo do último sábado, 14 de janeiro, sob a batuta da repórter Júlia Guimarães. Confira!

Cena do espetáculo "O Nome dela É Valdemar", que foi analisado na pesquisa "O Riso e a (in)Visibilidade" (foto: reprodução de O Tempo)

Entre as comédias em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, um elemento é recorrente: muitos são os espetáculos a abordarem o riso a partir da representação do homossexual. Os contornos dessa representação, porém, costumam gerar opiniões e análises distintas.

Se, por um lado, há quem veja a construção de uma identidade estereotipada e limitadora do gay nas montagens, por outro existe também a defesa de que tal visibilidade ajudaria a reduzir preconceitos.

Recentemente, o assunto foi tema de uma pesquisa realizada pelo Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds), intitulada “O Riso e a (in)Visibilidade”, que analisou a temática homoerótica nos espetáculos da 36ª Campanha, realizada em 2009. A pesquisa selecionou peças cuja sinopse evidenciasse a abordagem do tema, somando 11 espetáculos.

A primeira constatação foi de que apenas uma das montagens não estava circunscrita no campo da comédia. O riso foi então um dos princípios da análise, identificado como elemento regulador do convívio social. “Usamos a definição do riso de Bergson, como algo que reprime as excentricidades. Mas não realizamos uma pesquisa de recepção para entender do que exatamente as pessoas riem. Também percebemos que, nas encenações, o importante era a performance do ator pautada pelo estereótipo, mais do que a trama”, diz Igor Leal, ator e integrante da pesquisa.

O estudo também constatou que as peças utilizam referências disseminadas socialmente. “Elas constroem a homossexualidade com os mesmos parâmetros do senso comum, por isso funcionam tanto”, diz Leal.

Para Luiz Fernando Duarte, que produz duas peças de temática gay nesta Campanha (“O Nome dela É Valdemar” e “Uma Empregada Quase Perfeita”), a intenção de suas comédias é rir de situações presentes no cotidiano de um homossexual.

“A gente recebe muita crítica por acharem que o gay é alvo de riso, mas nossa intenção é apenas a de narrar situações engraçadas”, defende. “Não acho que os personagens sejam estereótipos pois existem vários tipos de gays retratados nas peças. A gente busca passar o que é real”.

A pesquisa conclui, porém, que as comédias abordadas não podem ser encaixadas no conceito de homoerotismo, por adotar uma perspectiva limitadora sobre as relações homossexuais. “Elas não problematizam nem levantam as diferentes possibilidades afetivas de relacionamento gay”, aponta Igor Leal.

Veja outras peças com temática homossexual em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro deste ano (reprodução O Tempo)

“Lembrar para não repetir”

“A nossa luta é todo dia, contra o racismo, o machismo e a homofobia”

Lembrar para não repetir. Anteontem, dia 29 de novembro, em frente à Reitoria da UFMG, estudantes de Psicologia da universidade, com o apoio do GUDDS! e do NUH – Núcleos de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG, realizaram, no início da tarde, um ato em memória de vítimas de homofobia. Continue lendo

Está sabendo? II ENCONTRO DE FORMAÇÃO – RUDS Minas

Não perca! Veja abaixo a programação completa e participe!

Enfrentamento ao Heterossexismo na Educação – dia 20/06, na UFMG

Dia 20 de junho, às 18h30, na Faculdade de Educação da UFMG. Clique na imagem para mais informações e participe!

Língua Solta “Homofobia e Universidade” – veja fotos!

Para quem ainda não sabe, o projeto Língua Solta – no qual o pessoal se reúne na UFMG, em frente ao auditório Sônia Viegas, na Faculdade de Letras, para debater temas da atualidade que têm conexão com o universo LGBT – rola às terças-feiras e tem atraído um pessoal bem bacana. A última edição aconteceu na terça, 3 de maio, e, além do tema principal, os participantes também dicsutiram um pouco os reflexos que já começam a aparecer do “Beijaço“, realizado em 27 de abril em frente à reitoria da universidade mineira.

De acordo com o  Thiago Coacci, que estava lá, o grupo também decidiu mais coisas: por exemplo, que dia 10 de maio, próxima terça, será realizado, juntamente com a ANEL – Associação Nacional de Estudantes
Livre!
uma Oficina em razão da marcha pela aprovação do PLC 122, que
ocorrerá em Brasília no dia 18 desse mesmo mês
. “Primeiramente haverá uma
fala que introduzirá a história da sexualidade seguido de um(a)
advogado(a) que irá comentar sobre a importância do PLC, bem como
explicá-lo para nós”. Falas rápidas, como conta Coacci, para priorizar o debate.

A turma também marcou o próximo Língua Solta: terça-feira, 17 de maio, com o tema “Casamento entre pessoas de mesmo sexo” – tudo a ver com o julgamento da união homoafetiva ontem , no STF, não? =)

Então, o que você está esperando? Dê uma olhada nas fotos e participe – não precisa se inscrever, é só aparecer lá na hora e local combinados!

27/04, na UFMG: Beijaço contra a Homofobia

Um convite a celebração da diversidade, do respeito, carinho, dos beijos, entre os seres humanos, os corpos, as bocas, de qualquer gênero, sexualidade, raça, forma, orientação sexual. À todos que acreditam que é possivel haver respeito.
Troca de abraços e beijos.

Veja a chamada para o evento no Facebook também e convide seus amigos!

Clique para ver maior!

O que fazer em caso de discriminação ou agressões?

Em vídeo produzido pelo pessoal do Gudds!, o Diretor para Assuntos Estudantis da UFMG, Luiz Guilherme Knauer, orienta a comunidade acadêmica sobre como proceder em casos de agressões e outros tipos de discriminação na Universidade.

A vítima, segundo orientações de Knauer no vídeo, deve procurar, respectivamente: a segurança universitária – (31) 4383-8353; a coordenadoria de Assuntos Comunitários – (31) 3409-4587; a Diretoria para Assuntos Estudantis – (31) 3409-4567 e, em última instância, a Ouvidoria da UFMG – (31) 3409 -6466.

Veja abaixo:

Alô, UFMG! Aí também rola homofobia, viu?

CARTA ABERTA À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA DA UFMG, ESPECIALMENTE AO DIRETOR PARA ASSUNTOS ESTUDANTIS/UFMG

 15 de abril de 2011

Prezado Professor Luiz Guilherme Knauer (Diretor para Assuntos Estudantis da UFMG),

Pude ver hoje suas declarações sobre o caso de agressão a estudantes gays na Faculdade de Letras (FALE) no programa “Circuito” da TV UFMG. Como estudante dessa instituição desde 2004, fiquei admirado ao ouvir as propostas da Diretoria para Assuntos Estudantis referentes aos últimos casos de homofobia na UFMG. Tenho conhecimento de várias denúncias formalizadas de homofobia na UFMG (com repercussão nacional inclusive), de debates públicos com participação da reitoria, onde os casos foram apresentados e de manifestações contra as agressões e violências cotidianas sofridas por gays, lésbicas, travestis e transexuais.

Entendo que sua nomeação para o cargo de Diretor para Assuntos Estudantis é fato recente. Mas acredito que a desinformação que você apresenta na reportagem é mais um analisador dos modos como a UFMG, em especial a administração central, tem tratado esse grave problema. Ou seja, as denúncias, as várias manifestações realizadas no campus Pampulha e as reivindicações apresentadas à Reitoria não se tornaram objeto relevante para que a administração central da universidade se atentasse para oferecer qualquer resposta aos/às estudantes e professores/as envolvidos/as nesse debate. Nem sequer, a antiga direção para assuntos estudantis teve o interesse de repassar esse debate para que a nova gestão se inteirasse. O que podemos entender disso? A questão da homofobia não é um problema com que a Universidade quer se envolver, pelo contrário parece mesmo que a UFMG quer silenciar? Talvez seja ainda mais grave: a Universidade, em especial a administração central, não entende que a violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais seja um problema social? Daí tanto desinteresse?

Ainda gostaria de manifestar mais uma indignação quando vi sua fala na reportagem. Impressionante como em nenhum momento o senhor cita a proposta de uma campanha específica de enfrentamento à homofobia e de respeito à diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero. A única solução que o senhor apresenta é o da investigação do caso e punição. Solução importante, claro. Mas insuficiente para o combate ao preconceito e discriminação a que gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são submetidos/as na Universidade e na sociedade. A solução apresentada pelo senhor exige que as vítimas, já vulnerabilizadas, tenham que registrar a denúncia. Quando não há denúncia, não há caso a ser investigado. Se não há caso a ser investigado, não há homofobia. Parece-me que essa linha de raciocínio é a que orienta a inércia cúmplice da administração central da UFMG nesses casos. Lamentável. Esquece-se que o registro da denúncia, às vezes, exige demais da vítima, já em situação vulnerável depois de uma violência física. Exige, muitas vezes, exposição pública, o que pode gerar mais violência. E por fim, os resultados são baseados na impunidade. Exemplo disso foi o caso de agressão ao estudante de artes visuais na moradia universitária. O senhor se lembra desse caso? A reitoria instaurou Comissão de Processo Disciplinar, mas não houve divulgação da apuração disso. Qual punição foi dada ao agressor? Talvez esteja indicado neste relatório da comissão que nunca veio a público.

Uma política de enfrentamento à homofobia na UFMG não exige que haja denúncias. Não defendo com isso que os casos não devam ser investigados. Ao contrário, defendo que somente a investigação dos casos é insuficiente. Uma política de enfrentamento à homofobia não exige maior exposição das vítimas e poderia ter um alcance muito maior. No entanto, uma política de enfrentamento à homofobia exige que a Universidade se posicione com relação ao tema. E, definitivamente, isso é mais difícil para a administração, tão reticente em se posicionar nessas situações. Uma pena. Fica a questão se esta dificuldade não se traduz como um silêncio cúmplice que cria legitimidade para que atos homofóbicos aconteçam todos os dias nos mais diversos espaços acadêmicos. Qual o problema da Universidade em se posicionar nesses casos, professor?

Em mais um caso de violência à gays na UFMG, deixo o registro da minha indignação.

Leonardo Tolentino

Mestrando em Psicologia/UFMG

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Links para a reportagem do Programa Circuito da TV UFMG:

http://www.ufmg.br/online/tv/arquivos/018937.shtml