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Enfrentamento ao Heterossexismo na Educação – dia 20/06, na UFMG

Dia 20 de junho, às 18h30, na Faculdade de Educação da UFMG. Clique na imagem para mais informações e participe!

Professor gay: desafios e conquistas

Fonte: Universia

Medo de retaliação e preconceito leva docentes a omitir opção sexual

“Certamente 99% dos gays e lésbicas professores vivem presos dentro da gaveta do enrustimento”, diz Luiz Mott.

Quando se fala de universidade e Ensino Superior instantaneamente somos remetidos à imagem de um ambiente de discussão de idéias relevantes, tanto em âmbito nacional como internacional, na busca da evolução da sociedade. Mesmo alunos mais jovens que, às vezes, não estão preparados para esta realidade, aos poucos, são inseridos em um novo ambiente que os instigue a pensar de forma mais ampla e livre de preconceitos. Preconceitos que podem demorar ultrapassar as barreiras da sala de aula.

No Brasil, o clima amistoso entre universitários é bem comum. Por isso, ter um colega de classe gay, tudo bem. Mas e o professor se assume perante colegas e alunos? Não. Muitos professores homossexuais preferem omitir sua opção para evitar conflitos, retaliações ou possíveis constrangimentos na universidade. Não só por parte dos alunos, mas dos colegas docentes e, ainda, por funcionários das instituições. “Certamente 99% dos gays e lésbicas professores vivem presos dentro da gaveta do enrustimento. Têm medo de se assumir, com medo de serem demitidos ou terem sua carreira prejudicada”, revela o doutor em Antropologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Luiz Mott.

Ele, que assumiu sua homossexualidade em 1972, uma época extremamente difícil para se posicionar desta forma, conta que lutou muito para combater o preconceito no Ensino Superior. Batalhas travadas para mostrar o quanto sua competência era maior que o estigma lhe dado por conta de sua orientação sexual. “Em toda minha vida sofri dois casos explícitos de discriminação”, lembra. O primeiro aconteceu assim que fora convidado para lecionar na UFBA. “Uma amiga indicou meu nome para o cargo e um certo professor disse: mas você sabia que ele é gay? Ela respondeu: sim, mas o que está em jogo é a competência e não a opção sexual do professor”, conta.

O segundo caso de discriminação aconteceu quando ele já atuava no departamento de Antropologia da UFBA e havia sido indicado para o cargo de chefia. “Estavam discutindo em uma reunião, a qual eu não estava presente, os possíveis nomes para a chefia. Indicaram meu nome e um professor disse: `E veado pode ser chefe de departamento?’ Obviamente fui questionar com ele quando soube deste episódio, já que era o mais antigo e qualificado para o cargo. Ele negou, mas os outros professores confirmaram sua declaração na reunião”, diz.

Mott acrescenta que os casos de perseguição contra os docentes homossexuais são mais comuns do que se imagina. Por meio do grupo Gay da Bahia chegam ao seu conhecimento as mais variadas denúncias. “Soube de professores gays que tiveram suas notas conferidas para ver se privilegiavam os rapazes!”, diz. Certa vez, um professor em Natal sofreu contrangimentos por ter publicado um poema homoerótico numa revista nacional. Tal comportamento homofóbico pode fazer com que muitos professores prefiram se manter “às escuras” sem que levem as discussões sobre sexualidade para as salas de aula.”Creio que 1% dos assumidos/as raramente utiliza as salas de aula para falar sobre homossexualidade, embora todos os alunos e colegas saibam de sua orientação sexual”, revela.

Tema em pauta na sala de aula

Existem, porém, iniciativas por parte das instituições e mesmo de professores, que não necessariamente são homossexuais e estudam o assunto, de debater o tema em classe. Por mais que eles digam que a iniciativa não tenha o objetivo exclusivo de conscientizar, nota-se que ela funciona na promoção da igualdade social.

A professora da UnB (Universidade de Brasília) Ana Galinkin, que leciona a disciplina de Psicologia de Gêneros na pós-graduação, conta que há várias linhas de pesquisa sobre gêneros e homossexualidade. Além disso, em sua classe estudam alunos homossexuais e heterossexuais e a convivência é muito saudável. “A diversidade de opiniões é muito sadia. Ninguém é obrigado a achar normal a homossexualidade do outro, o que está errado é discriminar”, ressalta.

Segundo ela, o tema homossexualidade acaba sendo sempre mais polêmico em sua disciplina do que quando se discute o preconceito e a discriminação da mulher, mas ainda assim o assunto é levado com bastante tranquilidade. “Nunca vivi uma experiência de preconceito entre meus alunos, o que leva a crer que a convivência pode ser muito sadia desde que os jovens sejam levados a refletir, questionar e estejam sempre lidando com o assunto”, conclui.

Convite: Audiência Pública na CMBH debaterá decisão do STF sobre união homoafetiva

UPDATE: O horário correto da Audiência é 9h30!!!

O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais ( CELLOS-MG) convida você para uma Audiência Pública solicitada pelo vereador Leonardo Mattos, com a finalidade de avaliar, discutir, no campo jurídico e social, a decisão do Supremo Tribunal Federal a favor da União Estável dos homossexuais e os impactos que essa decisão pode trazer.

A Audiência será realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na terça-feira, dia 24 de maio de 2011, às 13 horas
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Instituições, autoridades, cidadãs e cidadãos convidados:
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    – Frei Gilvander Moreira – frei carmelita, militante de movimentos sociais.
    - Soraya Menezes -  Fundadora da ALEM (Associação Lésbica de Minas Gerais)
    - Luís Fernando Schalcher – Diretor do CELLOS-MG (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais.
    - Carlos Magno -  Coodenador do Centro de Referência Municipal pelos Direitos Humanos e de Cidadania LGBT (Lésbicas, gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
    – Walquíria La Roche – Coordenadora do Centro de Referência Estadual LGBT.
    – Gustavo Corgosinho Alves de Meira – Defensor Público e Coodenador de Direitos Humanos da Defensooria Pública de Minas Gerais.
    – Rodrigo Filgueira de Oliveira – Promotor Público e Cooodenador de Direitos Humanos do Ministério Público.
    – OAB/MG – Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais – Comissão da Diversidade Sexual.

17/05 – VIII Seminário LGBT: em Brasilia, na Câmara dos Deputados

“Quem ama tem o direito de casar – Pela aprovação da PEC do Casamento Civil entre Homossexuais”

PROGRAMAÇÃO FINAL

Data: 17/05/2011 (terça-feira) | Hora: 9h | Local: Auditório Nereu Ramos – Câmara dos Deputados

9h -  Inscrições e credenciamento

9h30 horas – Abertura

Deputado Paulo Pimenta – Membro da Comissão de Legislação Participativa

Deputada Manuela d’Avila – Presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Deputada Fátima Bezerra – Presidenta da Comissão de Educação e Cultura

Deputado Jean Wyllys – Coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara dos Deputados

Senadora Marta Suplicy – Coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT no Senado Federal

Toni Reis – Presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Hino Nacional – Intérprete: Wanessa Camargo

10h30 – Mesa 1 – Direitos Civis LGBT: Quem ama tem direito de casar

Coordenador: Deputado Jean Wyllys

Deputada Erika Kokay – Membro da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT

Preta Gil – cantora e apresentadora de TV

Conselho Federal de Psicologia – CFP (a confirmar)

Adriana Galvão  – Presidente da Comissão de Diversidade Sexual do CFOAB– CONFIRMADO

Ana Catarina Mendonça Mendes – Deputada socialista portuguesa (a confirmar)

Reverendo Márcio Retamero – Igreja da Comunidade Metropolitana (Comunidade Betel) RJ

12h30 – Intervalo

14h – Mesa 2 – Políticas Públicas LGBT

Coordenadora: Senadora Marta Suplicy

Pedro Chequer – UNAIDS

UNESCO (a confirmar)

Claudio Nascimento – Superintendente da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ

Ministério da Educação – MEC (a confirmar)

Ministério da Saúde – MS (a confirmar)

Ramaís de Castro Silveira – Secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos – SEDH/PR

Jovanna Baby – Presidente da Articulação Nacional das Travestis – ANTRA

Marinalva de Santana Ribeiro – Liga Brasileira de Lésbicas – LBL

Fábio Novo – Deputado Estadual do Piauí

16h30 – Mesa 3 – LGBT na Sociedade Civil – Cidadania LGBT

Coordenador: Deputado Paulo Pimenta

Bruno Bimbi – Escritor e Membro da Federação Argentina de LGBT (a confirmar)

Ségio Viula – Escritor (a confirmar)

Andre Fisher – Jornalista e diretor-executivo da revista Junior e criador do Mix Brasil

Jose Carlos Silva – Jornalista e criador da Revista S, do Rio de Janeiro

Leandro Collin – Associação Brasileira de Estudos Homocultura – ABEH

Angelica Ivo – Mãe de Alexandre Ivo, adolescente assassinado em São Gonçalo, RJ

Promoção:

Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT
Comissão de Legislação Participativa
Comissão de Educação e Cultura
Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Apoio:

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Língua Solta “Homofobia e Universidade” – veja fotos!

Para quem ainda não sabe, o projeto Língua Solta – no qual o pessoal se reúne na UFMG, em frente ao auditório Sônia Viegas, na Faculdade de Letras, para debater temas da atualidade que têm conexão com o universo LGBT – rola às terças-feiras e tem atraído um pessoal bem bacana. A última edição aconteceu na terça, 3 de maio, e, além do tema principal, os participantes também dicsutiram um pouco os reflexos que já começam a aparecer do “Beijaço“, realizado em 27 de abril em frente à reitoria da universidade mineira.

De acordo com o  Thiago Coacci, que estava lá, o grupo também decidiu mais coisas: por exemplo, que dia 10 de maio, próxima terça, será realizado, juntamente com a ANEL – Associação Nacional de Estudantes
Livre!
uma Oficina em razão da marcha pela aprovação do PLC 122, que
ocorrerá em Brasília no dia 18 desse mesmo mês
. “Primeiramente haverá uma
fala que introduzirá a história da sexualidade seguido de um(a)
advogado(a) que irá comentar sobre a importância do PLC, bem como
explicá-lo para nós”. Falas rápidas, como conta Coacci, para priorizar o debate.

A turma também marcou o próximo Língua Solta: terça-feira, 17 de maio, com o tema “Casamento entre pessoas de mesmo sexo” – tudo a ver com o julgamento da união homoafetiva ontem , no STF, não? =)

Então, o que você está esperando? Dê uma olhada nas fotos e participe – não precisa se inscrever, é só aparecer lá na hora e local combinados!

Governo mineiro vai implantar BO com espaço para orientação sexual

Retirado do Portal Mix Brasil:

Governo quer números oficiais para traçar políticas de combate à homofobia

Na tentativa de facilitar a distinção de crimes motivados por preconceito, o Governo de Minas Gerais pretende implantar, ainda neste semestre, um novo modelo de Boletim de Ocorrência. O documento, que será utilizado pelas Polícias Civil e Militar, e pelo Corpo de Bombeiros, terá campos específicos para o preenchimento da orientação sexual e da motivação do crime. Com estas informações, o Governo vai criar um banco de dados com números oficiais sobre a violência contra homossexuais e, consequentemente, planejar políticas de combate à homofobia.

Alô, UFMG! Aí também rola homofobia, viu?

CARTA ABERTA À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA DA UFMG, ESPECIALMENTE AO DIRETOR PARA ASSUNTOS ESTUDANTIS/UFMG

 15 de abril de 2011

Prezado Professor Luiz Guilherme Knauer (Diretor para Assuntos Estudantis da UFMG),

Pude ver hoje suas declarações sobre o caso de agressão a estudantes gays na Faculdade de Letras (FALE) no programa “Circuito” da TV UFMG. Como estudante dessa instituição desde 2004, fiquei admirado ao ouvir as propostas da Diretoria para Assuntos Estudantis referentes aos últimos casos de homofobia na UFMG. Tenho conhecimento de várias denúncias formalizadas de homofobia na UFMG (com repercussão nacional inclusive), de debates públicos com participação da reitoria, onde os casos foram apresentados e de manifestações contra as agressões e violências cotidianas sofridas por gays, lésbicas, travestis e transexuais.

Entendo que sua nomeação para o cargo de Diretor para Assuntos Estudantis é fato recente. Mas acredito que a desinformação que você apresenta na reportagem é mais um analisador dos modos como a UFMG, em especial a administração central, tem tratado esse grave problema. Ou seja, as denúncias, as várias manifestações realizadas no campus Pampulha e as reivindicações apresentadas à Reitoria não se tornaram objeto relevante para que a administração central da universidade se atentasse para oferecer qualquer resposta aos/às estudantes e professores/as envolvidos/as nesse debate. Nem sequer, a antiga direção para assuntos estudantis teve o interesse de repassar esse debate para que a nova gestão se inteirasse. O que podemos entender disso? A questão da homofobia não é um problema com que a Universidade quer se envolver, pelo contrário parece mesmo que a UFMG quer silenciar? Talvez seja ainda mais grave: a Universidade, em especial a administração central, não entende que a violência contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais seja um problema social? Daí tanto desinteresse?

Ainda gostaria de manifestar mais uma indignação quando vi sua fala na reportagem. Impressionante como em nenhum momento o senhor cita a proposta de uma campanha específica de enfrentamento à homofobia e de respeito à diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero. A única solução que o senhor apresenta é o da investigação do caso e punição. Solução importante, claro. Mas insuficiente para o combate ao preconceito e discriminação a que gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são submetidos/as na Universidade e na sociedade. A solução apresentada pelo senhor exige que as vítimas, já vulnerabilizadas, tenham que registrar a denúncia. Quando não há denúncia, não há caso a ser investigado. Se não há caso a ser investigado, não há homofobia. Parece-me que essa linha de raciocínio é a que orienta a inércia cúmplice da administração central da UFMG nesses casos. Lamentável. Esquece-se que o registro da denúncia, às vezes, exige demais da vítima, já em situação vulnerável depois de uma violência física. Exige, muitas vezes, exposição pública, o que pode gerar mais violência. E por fim, os resultados são baseados na impunidade. Exemplo disso foi o caso de agressão ao estudante de artes visuais na moradia universitária. O senhor se lembra desse caso? A reitoria instaurou Comissão de Processo Disciplinar, mas não houve divulgação da apuração disso. Qual punição foi dada ao agressor? Talvez esteja indicado neste relatório da comissão que nunca veio a público.

Uma política de enfrentamento à homofobia na UFMG não exige que haja denúncias. Não defendo com isso que os casos não devam ser investigados. Ao contrário, defendo que somente a investigação dos casos é insuficiente. Uma política de enfrentamento à homofobia não exige maior exposição das vítimas e poderia ter um alcance muito maior. No entanto, uma política de enfrentamento à homofobia exige que a Universidade se posicione com relação ao tema. E, definitivamente, isso é mais difícil para a administração, tão reticente em se posicionar nessas situações. Uma pena. Fica a questão se esta dificuldade não se traduz como um silêncio cúmplice que cria legitimidade para que atos homofóbicos aconteçam todos os dias nos mais diversos espaços acadêmicos. Qual o problema da Universidade em se posicionar nesses casos, professor?

Em mais um caso de violência à gays na UFMG, deixo o registro da minha indignação.

Leonardo Tolentino

Mestrando em Psicologia/UFMG

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Links para a reportagem do Programa Circuito da TV UFMG:

http://www.ufmg.br/online/tv/arquivos/018937.shtml

Audiência Pública na ALMG: Governo federal defende criminalização da homofobia

Da Assessoria de Comunicação da ALMG - original aqui.

A elaboração de leis para criminalizar as ações e o discurso homofóbico, como acontece hoje com o racismo no Brasil, foi defendida pelo secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Presidência da República, Ramaís de Castro da Silveira. Ele participou, nesta quinta-feira (7/4/11), de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que teve como objetivo discutir os assassinatos e violências cometidas recentemente contra travestis em Belo Horizonte. Continue lendo

Audiência Pública – ALMG debate onda de violência contra travestis em BH

Pessoal, isso é MUITO IMPORTANTE!

A presença de TODOS é fundamental para levarmos adiante o debate e forçarmos o poder público a tomar medidas reais e efetivas contra a onda de violência contra travestis que tem assolado Belo Horizonte!

Convide seus amigos, espalhe o convite! Vamos mostrar que isso é inadmissível e que essa triste realidade PRECISA MUDAR!

É HOJE! “Língua Solta” tem próxima edição dia 5 de abril

Você não vai perder, vai? Chame seus amigos e participe!

Vai lá!