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Você viu? Oito propostas tentam proibir união estável gay

De autoria de Débora Santos, retirado do portal G1 – o original você lê aqui.

No Congresso, oito propostas tentam proibir união estável entre gays

Dados fazem parte de estudo encomendado pelo Ministério da Justiça. Para deputado, país não quer reconhecer homossexualidade como família.

O Congresso Nacional registrou, de 1969 até o mês de novembro deste ano, 97 propostas relacionadas aos direitos de homossexuais, segundo mostram dados de um estudo feito pelo Núcleo de Pesquisas de Gênero da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O levantamento foi encomendado pelo Ministério da Justiça.

Das 97 propostas, oito estão em andamento e visam proibir a união entre pessoas do mesmo sexo. Em maio deste ano, por falta de uma lei sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável entre homossexuais. Continue lendo

INSS já paga pensão a 1.762 mil casais gays

[Publicado no jornal O Globo, em 11 de novembro de 2011, por Catarina Alencastro - mas é sempre bom reler]

A Previdência Social paga atualmente pensão do INSS a 1.762 casais homossexuais, informou ontem o diretor do Departamento do Regime Geral da Secretaria de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Rogério Nagamine Constanzi. O dado foi divulgado durante audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, em que foi discutido projeto de lei que trata da inclusão como dependente, para fins previdenciários, de companheiro ou companheira do mesmo sexo que o beneficiário. Continue lendo

Você viu? STJ reconhece casamento homoafetivo por 4 votos contra 1

[Reproduzido de Gay.com.br]

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A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), numa decisão inédita que entrou na história do movimento LGBT brasileiro, por maioria, proveu o recurso de duas mulheres que pediam para ser habilitadas ao casamento civil direto, ou seja, que não seja convertida através de uma união estável homoafetiva. Segundo o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, a Turma concluiu que a dignidade da pessoa humana, consagrada pela Constituição, não é aumentada nem diminuída em razão do uso da sexualidade, e que a orientação sexual não pode servir de pretexto para excluir famílias da proteção jurídica representada pelo casamento.

O julgamento, que teve o seu início na última quinta-feira, 20/10, foi movida pelo SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade. Após quatro dos cinco ministros terem votados a favor do reconhecimento do casamento civil das duas mulheres gauchas, o ministro Marco Aurélio Buzzi pediu vistas ao processo, o que acabou suspendendo o julgamento. Na sessão desta terça-feira, 25/10, o ministro acompanhou o voto favorável do relator, reconhecendo assim a possibilidade de habilitação de pessoas do mesmo sexo para o casamento civil.

Para o ministro Luis Felipe Salomão, o legislador poderia, se quisesse, ter utilizado expressão restritiva, de modo que o casamento civil homoafetivo ou casamento igualitário ficasse definitivamente excluído da abrangência legal, o que não ocorreu.

“Por consequência, o mesmo raciocínio utilizado, tanto pelo STJ quanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) [quando reconheceu a união estável homoafetiva em maio deste ano], para conceder aos pares homoafetivos os direitos decorrentes da união estável, deve ser utilizado para lhes franquear a via do casamento civil, mesmo porque é a própria Constituição Federal que determina a facilitação da conversão da união estável em casamento“, concluiu Salomão.

Em seu voto-vista, o ministro Marco Buzzi destacou que a união homoafetiva é reconhecida como família. Se o fundamento de existência das normas de família consiste precisamente em gerar proteção jurídica ao núcleo familiar, e se o casamento é o principal instrumento para essa opção, seria despropositado concluir que esse elemento não pode alcançar os casais homoafetivos. Segundo ele, tolerância e preconceito não se mostram admissíveis no atual estágio do desenvolvimento humano.

O ministro Raul Araújo, que acompanhou o relator na sessão da semana passada, retificou seu voto. Para o ministro, o reconhecimento à união homoafetiva dos mesmos efeitos jurídicos da união estável heterossexual, de forma como já decidido pelo STF, não alcança o instituto do casamento. Por isso, ele não conheceu do recurso e ficou vencido.

Raul Araújo defendeu que o julgamento do recurso fosse transferido para a Segunda Seção do STJ, que reúne as duas Turmas responsáveis pelas matérias de setor privado, como forma de evitar a possibilidade de futuras decisões divergentes sobre o tema no Tribunal. Segundo o ministro, a questão tem forte impacto na vida íntima de grande número de pessoas e a preocupação com a “segurança jurídica” justificaria a cautela de afetar o caso para a Segunda Seção. A proposta, porém, foi rejeitada por três votos a dois.

A defesa do casal alegou que o Código Civil não considera a identidade de sexos um impedimento para o casamento. O advogado Paulo Roberto Iotti Vecchiatti sustentou que, no direito privado, o que não é expressamente proibido é permitido.

Para o advogado, “a certidão do casamento civil torna mais fácil a vida do casal uma vez que a união estável prova a relação somente até aquele momento. Então a certidão de casamento civil torna a presunção absoluta de que estão casados até que haja divórcio”.

Repercutindo a decisão história do STJ, para o deputado Jean Wyllys, “a decisão do STJ é importantíssima, mas ainda não é lei“, por isso a necessidade de se votar na PEC da sua autoria do casamento civil igualitário. “Só o poder Legislativo (o Congresso Nacional) pode transformar as decisões do Judiciário (STF e STJ) em lei”, escreveu Jean no seu perfil no Twitter.

Já a senadora Marta Suplicy, que em 1995 apresentou o  projeto de lei 1.1151 de parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo, mencionou no seu Twitter apenas que “com alegria celebramos mais essa vitória”.

O fundamentalista evangélico pastor Silas Malafaia, que durante a sessão do STJ estava pedindo para seus seguidores que pedissem para os ministros do STJ votassem contra, não enviou nenhuma mensagem depois que o julgamento foi finalizado. Naquele momento, talvez no auge da “emoção”, faltou palavras para o pastor, mas nada que ele não continuará a maldizer depois contra famílias homoafetivas, que agora têm os direitos respaldado no Judiciário.

Você viu? “Casal homossexual adota cinco crianças em SP”

Original retirado do Yahoo! Brasil, publicado em 1º de julho.

(Foto: retirada da internet)

(Foto: retirada da internet)

Depois de três anos de espera, um casal homossexual de Itapetininga (SP) conseguiu na Justiça adotar de uma vez cinco irmãos com idade entre quatro e dez anos. As crianças, abandonadas pelos pais, viviam em um abrigo público municipal de Sumidouro (RJ). São duas meninas, com 4 e 10 anos de idade, e três meninos, com idades de 7, 8 e 9 anos. O casal Leandro e Miguel – os sobrenomes não são divulgados para preservar a identidade das crianças – está junto há mais de dez anos.

Desde que decidiu ter filhos adotivos, o casal passou a fazer contato com conselhos tutelares de várias cidades. Assim chegaram aos irmãos de Sumidouro. Quando houve o primeiro contato, há três anos, a quinta criança ainda não estava no abrigo. A diretora do Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente do município, Gilniceia da Silva Ramos, conta que os pais biológicos são vivos, mas têm problemas de alcoolismo e dependência química. Os três filhos mais velhos foram encaminhados ao abrigo pelo Conselho Tutelar, em 2002. “Fizemos quatro tentativas de reinserção na família, sem sucesso”, disse.

Além da vulnerabilidade social, as crianças passaram a sofrer risco de violência física. Nas últimas duas vezes, os menores retornaram para o abrigo acompanhados dos irmãos mais novos. O quarto filho, por exemplo, foi internado com sete meses de idade. O processo de adoção correu no Fórum de Sumidouro. A Justiça local trocou informações com a de Itapetininga para avaliar se o casal tinha condições de manter as crianças. Leandro e Miguel foram considerados aptos para a adoção. Na audiência final, eles ficaram frente a frente com os pais biológicos, que abriram mão da guarda das crianças. No novo lar, os irmãos estão recebendo acompanhamento psicológico. Eles ganharam novos documentos com os sobrenomes dos pais adotivos.

Pela lei brasileira, o estado civil e a preferência sexual não são relevantes para autorizar ou não a adoção. Os pretendentes devem ter mais de 18 anos, ser pelo menos 16 anos mais velho que o adotado e comprovar a idoneidade moral. Também devem comprovar que possuem condição material de prover o sustento das crianças.

Convite: Audiência Pública na CMBH debaterá decisão do STF sobre união homoafetiva

UPDATE: O horário correto da Audiência é 9h30!!!

O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais ( CELLOS-MG) convida você para uma Audiência Pública solicitada pelo vereador Leonardo Mattos, com a finalidade de avaliar, discutir, no campo jurídico e social, a decisão do Supremo Tribunal Federal a favor da União Estável dos homossexuais e os impactos que essa decisão pode trazer.

A Audiência será realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na terça-feira, dia 24 de maio de 2011, às 13 horas
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Instituições, autoridades, cidadãs e cidadãos convidados:
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    – Frei Gilvander Moreira – frei carmelita, militante de movimentos sociais.
    - Soraya Menezes -  Fundadora da ALEM (Associação Lésbica de Minas Gerais)
    - Luís Fernando Schalcher – Diretor do CELLOS-MG (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais.
    - Carlos Magno -  Coodenador do Centro de Referência Municipal pelos Direitos Humanos e de Cidadania LGBT (Lésbicas, gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
    – Walquíria La Roche – Coordenadora do Centro de Referência Estadual LGBT.
    – Gustavo Corgosinho Alves de Meira – Defensor Público e Coodenador de Direitos Humanos da Defensooria Pública de Minas Gerais.
    – Rodrigo Filgueira de Oliveira – Promotor Público e Cooodenador de Direitos Humanos do Ministério Público.
    – OAB/MG – Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais – Comissão da Diversidade Sexual.

17/05 – VIII Seminário LGBT: em Brasilia, na Câmara dos Deputados

“Quem ama tem o direito de casar – Pela aprovação da PEC do Casamento Civil entre Homossexuais”

PROGRAMAÇÃO FINAL

Data: 17/05/2011 (terça-feira) | Hora: 9h | Local: Auditório Nereu Ramos – Câmara dos Deputados

9h -  Inscrições e credenciamento

9h30 horas – Abertura

Deputado Paulo Pimenta – Membro da Comissão de Legislação Participativa

Deputada Manuela d’Avila – Presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Deputada Fátima Bezerra – Presidenta da Comissão de Educação e Cultura

Deputado Jean Wyllys – Coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara dos Deputados

Senadora Marta Suplicy – Coordenadora da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT no Senado Federal

Toni Reis – Presidente da Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Hino Nacional – Intérprete: Wanessa Camargo

10h30 – Mesa 1 – Direitos Civis LGBT: Quem ama tem direito de casar

Coordenador: Deputado Jean Wyllys

Deputada Erika Kokay – Membro da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT

Preta Gil – cantora e apresentadora de TV

Conselho Federal de Psicologia – CFP (a confirmar)

Adriana Galvão  – Presidente da Comissão de Diversidade Sexual do CFOAB– CONFIRMADO

Ana Catarina Mendonça Mendes – Deputada socialista portuguesa (a confirmar)

Reverendo Márcio Retamero – Igreja da Comunidade Metropolitana (Comunidade Betel) RJ

12h30 – Intervalo

14h – Mesa 2 – Políticas Públicas LGBT

Coordenadora: Senadora Marta Suplicy

Pedro Chequer – UNAIDS

UNESCO (a confirmar)

Claudio Nascimento – Superintendente da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ

Ministério da Educação – MEC (a confirmar)

Ministério da Saúde – MS (a confirmar)

Ramaís de Castro Silveira – Secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos – SEDH/PR

Jovanna Baby – Presidente da Articulação Nacional das Travestis – ANTRA

Marinalva de Santana Ribeiro – Liga Brasileira de Lésbicas – LBL

Fábio Novo – Deputado Estadual do Piauí

16h30 – Mesa 3 – LGBT na Sociedade Civil – Cidadania LGBT

Coordenador: Deputado Paulo Pimenta

Bruno Bimbi – Escritor e Membro da Federação Argentina de LGBT (a confirmar)

Ségio Viula – Escritor (a confirmar)

Andre Fisher – Jornalista e diretor-executivo da revista Junior e criador do Mix Brasil

Jose Carlos Silva – Jornalista e criador da Revista S, do Rio de Janeiro

Leandro Collin – Associação Brasileira de Estudos Homocultura – ABEH

Angelica Ivo – Mãe de Alexandre Ivo, adolescente assassinado em São Gonçalo, RJ

Promoção:

Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT
Comissão de Legislação Participativa
Comissão de Educação e Cultura
Comissão de Direitos Humanos e Minorias

Apoio:

Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Livro infantil narra a vida de criança que vai morar com o pai e seu companheiro

Recebemos essa dica do Marcos Nicolau, via lista de discussão, e achamos legal demais a leveza com que o livro abordou a relação de um casal gay aos olhos de uma criança. Vale uma olhada (clique na imagem para ver o restante do livro – as legendas estão em inglês, mas tá facinho)!
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Caros,
repasso link de uma sensível história infantil (as páginas do livro foram escaneadas), sobre um garoto cujos pais se separam e ele vai morar com o pai e o companheiro do pai.
Muito bacana mesmo.
Espero que gostem!
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Clique na imagem para ver o restante do livro!

HISTÓRICO! STF reconhece união estável homoafetiva

Este 5 de maio é um dia para o universo LGBT brasileiro jamais esquecer. Em uma decisão unânime, com falas exaltando a igualdade de direitos, as novas concepções de família e rechaçando a violência e o preconceito, os ministros do  Supremo Tribunal Federal reconheceram a união estável entre homossexuais.

O assunto bombou no Twitter, despertou a ira dos reacionários e radicais religiosos de plantão e rendeu um encontro para comemoração na Savassi, combinado via Twitter e Facebook – foi lindo ver tanta gente feliz e aliviada por ver dado esse importante passo na transformação do Brasil em um país realmente igualitário, que faça jus à imagem de terra de gente feliz e irmã vendida para o mundo inteiro.

É claro que muito ainda precisa ser feito, mas a caminhada nas instâncias mais poderosas da nação já começou – especula-se que agora é a vez da aprovação do PLC 122 (que criminaliza a homofobia) e que esta seria facilitada pela decisão de hoje.

Em breve, fotos da comemoração no Bar Imperial, em Belo Horizonte! Enquanto isso, fique com a matéria do site do jornal O Globo, que traz um infográfico sobre o que os casais homossexuais ganham em matéria de direitos com a decisão do STF.

E viva o amor, viva a Justiça! =D

Conselho Federal de Medicina libera técnicas de reprodução assistida para casais do mesmo sexo

Mais um passo à frente, pessoal! Compartilhada via lista de discussão:

Por Fernanda Zauli, da redação do Diário de Natal 

Dois pais, ou duas mães, e filhos. A constituição de mais um modelo de família brasileira, que já era possível por meio do processo de adoção, agora conta também com o auxílio da ciência. Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicada em janeiro deste ano permite que as técnicas de reprodução assistida, como fertilização e inseminação artificial, sejam utilizadas em casais homossexuais. Antes disso, o conselho só permitia o procedimento em casais heterossexuais. Pela nova regra, todas as pessoas, independentemente do estado civil, podem fazer uso da técnica, desde que sejam civilmente capazes. A resolução do CFM permite o que ainda não é previsto na legislação: a formação de famílias compostas por dois pais ou duas mães e filhos.

Especialista em reprodução assistida, a médica ginecologista e obstetra Kívia Mota explica que no caso de casais formados por duas mulheres o procedimento é simples. Basta coletar o sêmen de um doador ou voluntário e inseminar no óvulo de uma das duas parceiras. No caso dos homens, a utilização das técnicas de fertilização também é possível, mas somente com a colaboração de uma mulher para gerar o filho. “É preciso obter um óvulo de uma doadora que pode ser desconhecida, porém a gestação tem de ser feita no útero de parente de primeiro grau de um dos parceiros: irmã ou mãe. Resolvido isto, o óvulo da mulher é coletado e fertilizado pelo espermatozóide de um dos parceiros, em laboratório. Os embriõ es gerados são, então, transferidos para o útero da parente de primeiro grau”, explicou a especialista.

Apesar do procedimento ser autorizado pelo CFM, o bebê – fruto da fertilização – não pode ser registrado de imediato no nome dos dois pais ou duas mães. De acordo com a advogada Mychelle Maciel, que trabalha com direito homoafetivo, no caso de casais homossexuais femininos o bebê é registrado no nome da mãe que deu à luz e a outra parceira pode ingressar com uma ação na justiça solicitando a inclusão do seu nome nos documentos da criança. No caso de dois homens, o bebê também é registrado no nome da mãe que o gerou e no nome de um dos dois parceiros. Em seguida, abre-se um processo através do qual a “mãe” abre mão da guarda da criança e o segundo parceiro pede a inclusão do seu nome no registro de nascimento como ado tante. “A justiça determina e o cartório tem que registrar. Existem muitas lacunas na lei nesse sentido, é um embate, mas a justiça e a legislação estão evoluindo no ritmo da sociedade”, avaliou a advogada.

De acordo com a médica Kívia Mota, atualmente, para utilizar as técnicas de reprodução assistida, os casais precisam apenas assinar um documento elaborado pela própria clínica autorizando a fertilização. “Não é obrigatória a comprovação de relacionamento estável, mas no geral, os casais homossexuais que nos procuram têm muita afinidade e cumplicidade e demonstram muita segurança”, disse. Ela explica que as chances de sucesso em uma fertilização é de 40% com uma tentativa e sobe para 90% em seis tentativas.

Para a especialista em reprodução assistida, a resolução do Conselho Federal de Medicina pretende garantir o direito à maternidade, ou paternidade, independentemente da sexualidade de cada um. “Todo mundo tem direito a reproduzir, a reprodução não está ligada à sexualidade, o desejo da maternidade e da paternidade não tem nada a ver com a sexualidade”, disse.

Direitos Humanos deve discutir união civil gay e Comissão da Verdade

Matéria de Carolina Pompeu, com edição de Marcelo Oliveira e retirada da Agência Câmara de Notícias – o original você lê aqui.

 

Violação dos direitos de jovens, mulheres e negros e união civil entre pessoas do mesmo sexo estão na pauta (foto: Brizza Cavalcante)

A nova presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS), afirmou que vai priorizar o debate sobre quatro temas: a democratização dos meios de comunicação; a violação dos direitos de jovens, mulheres e negros; a união civil entre pessoas do mesmo sexo; e a instalação da Comissão Nacional da Verdade, para investigar crimes praticados durante o regime militar. A criação dessa comissão, que deverá funcionar no âmbito da Casa Civil, está prevista no PL 7376/10, do Executivo, que tramita na Câmara.

Manuela disse também que tentará promover a votação de duas propostas em tramitação na Casa: a PEC (438/01) do Trabalho Escravo e o projeto (PL 4715/94) que transforma o Conselho dos Direitos da Pessoa Humana em Conselho Nacional de Direitos Humanos. “Não há nenhum argumento sólido para que não sejam votados logo”, declarou.

A deputada ressaltou que o colegiado promoverá, durante seu mandato, diversos seminários e fóruns para estimular a participação da sociedade nas discussões. Segundo ela, no entanto, a comissão deverá dar prioridade à interatividade entre seus integrantes e a população por meio da internet. “Esse é um mecanismo mais simples e efetivo, porque, mesmo que as pessoas não estejam próximas, elas podem acompanhar diretamente os nossos trabalhos”, explicou.

A comissão marcará uma nova reunião para escolher o nome dos 1º, 2º e 3º vice-presidentes do colegiado. Ainda não há data prevista.

Perfil
Jornalista, Manuela D’Ávila já foi vereadora em Porto Alegre (RS) e vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Está em seu segundo mandato consecutivo como deputada federal. Ela foi terceira vice-presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e também integrou as comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Turismo e Desporto.