Arquivo da tag: academia

Deu no jornal: “Abordagem homossexual de peças divide opiniões”

Vocês viram? Pesquisa do Igor Leal, integrante do Gudds!, foi tema de reportagem no Jornal O Tempo do último sábado, 14 de janeiro, sob a batuta da repórter Júlia Guimarães. Confira!

Cena do espetáculo "O Nome dela É Valdemar", que foi analisado na pesquisa "O Riso e a (in)Visibilidade" (foto: reprodução de O Tempo)

Entre as comédias em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, um elemento é recorrente: muitos são os espetáculos a abordarem o riso a partir da representação do homossexual. Os contornos dessa representação, porém, costumam gerar opiniões e análises distintas.

Se, por um lado, há quem veja a construção de uma identidade estereotipada e limitadora do gay nas montagens, por outro existe também a defesa de que tal visibilidade ajudaria a reduzir preconceitos.

Recentemente, o assunto foi tema de uma pesquisa realizada pelo Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds), intitulada “O Riso e a (in)Visibilidade”, que analisou a temática homoerótica nos espetáculos da 36ª Campanha, realizada em 2009. A pesquisa selecionou peças cuja sinopse evidenciasse a abordagem do tema, somando 11 espetáculos.

A primeira constatação foi de que apenas uma das montagens não estava circunscrita no campo da comédia. O riso foi então um dos princípios da análise, identificado como elemento regulador do convívio social. “Usamos a definição do riso de Bergson, como algo que reprime as excentricidades. Mas não realizamos uma pesquisa de recepção para entender do que exatamente as pessoas riem. Também percebemos que, nas encenações, o importante era a performance do ator pautada pelo estereótipo, mais do que a trama”, diz Igor Leal, ator e integrante da pesquisa.

O estudo também constatou que as peças utilizam referências disseminadas socialmente. “Elas constroem a homossexualidade com os mesmos parâmetros do senso comum, por isso funcionam tanto”, diz Leal.

Para Luiz Fernando Duarte, que produz duas peças de temática gay nesta Campanha (“O Nome dela É Valdemar” e “Uma Empregada Quase Perfeita”), a intenção de suas comédias é rir de situações presentes no cotidiano de um homossexual.

“A gente recebe muita crítica por acharem que o gay é alvo de riso, mas nossa intenção é apenas a de narrar situações engraçadas”, defende. “Não acho que os personagens sejam estereótipos pois existem vários tipos de gays retratados nas peças. A gente busca passar o que é real”.

A pesquisa conclui, porém, que as comédias abordadas não podem ser encaixadas no conceito de homoerotismo, por adotar uma perspectiva limitadora sobre as relações homossexuais. “Elas não problematizam nem levantam as diferentes possibilidades afetivas de relacionamento gay”, aponta Igor Leal.

Veja outras peças com temática homossexual em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro deste ano (reprodução O Tempo)

“Lembrar para não repetir”

“A nossa luta é todo dia, contra o racismo, o machismo e a homofobia”

Lembrar para não repetir. Anteontem, dia 29 de novembro, em frente à Reitoria da UFMG, estudantes de Psicologia da universidade, com o apoio do GUDDS! e do NUH – Núcleos de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG, realizaram, no início da tarde, um ato em memória de vítimas de homofobia. Continue lendo

Enfrentamento ao Heterossexismo na Educação – dia 20/06, na UFMG

Dia 20 de junho, às 18h30, na Faculdade de Educação da UFMG. Clique na imagem para mais informações e participe!

Professor gay: desafios e conquistas

Fonte: Universia

Medo de retaliação e preconceito leva docentes a omitir opção sexual

“Certamente 99% dos gays e lésbicas professores vivem presos dentro da gaveta do enrustimento”, diz Luiz Mott.

Quando se fala de universidade e Ensino Superior instantaneamente somos remetidos à imagem de um ambiente de discussão de idéias relevantes, tanto em âmbito nacional como internacional, na busca da evolução da sociedade. Mesmo alunos mais jovens que, às vezes, não estão preparados para esta realidade, aos poucos, são inseridos em um novo ambiente que os instigue a pensar de forma mais ampla e livre de preconceitos. Preconceitos que podem demorar ultrapassar as barreiras da sala de aula.

No Brasil, o clima amistoso entre universitários é bem comum. Por isso, ter um colega de classe gay, tudo bem. Mas e o professor se assume perante colegas e alunos? Não. Muitos professores homossexuais preferem omitir sua opção para evitar conflitos, retaliações ou possíveis constrangimentos na universidade. Não só por parte dos alunos, mas dos colegas docentes e, ainda, por funcionários das instituições. “Certamente 99% dos gays e lésbicas professores vivem presos dentro da gaveta do enrustimento. Têm medo de se assumir, com medo de serem demitidos ou terem sua carreira prejudicada”, revela o doutor em Antropologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Luiz Mott.

Ele, que assumiu sua homossexualidade em 1972, uma época extremamente difícil para se posicionar desta forma, conta que lutou muito para combater o preconceito no Ensino Superior. Batalhas travadas para mostrar o quanto sua competência era maior que o estigma lhe dado por conta de sua orientação sexual. “Em toda minha vida sofri dois casos explícitos de discriminação”, lembra. O primeiro aconteceu assim que fora convidado para lecionar na UFBA. “Uma amiga indicou meu nome para o cargo e um certo professor disse: mas você sabia que ele é gay? Ela respondeu: sim, mas o que está em jogo é a competência e não a opção sexual do professor”, conta.

O segundo caso de discriminação aconteceu quando ele já atuava no departamento de Antropologia da UFBA e havia sido indicado para o cargo de chefia. “Estavam discutindo em uma reunião, a qual eu não estava presente, os possíveis nomes para a chefia. Indicaram meu nome e um professor disse: `E veado pode ser chefe de departamento?’ Obviamente fui questionar com ele quando soube deste episódio, já que era o mais antigo e qualificado para o cargo. Ele negou, mas os outros professores confirmaram sua declaração na reunião”, diz.

Mott acrescenta que os casos de perseguição contra os docentes homossexuais são mais comuns do que se imagina. Por meio do grupo Gay da Bahia chegam ao seu conhecimento as mais variadas denúncias. “Soube de professores gays que tiveram suas notas conferidas para ver se privilegiavam os rapazes!”, diz. Certa vez, um professor em Natal sofreu contrangimentos por ter publicado um poema homoerótico numa revista nacional. Tal comportamento homofóbico pode fazer com que muitos professores prefiram se manter “às escuras” sem que levem as discussões sobre sexualidade para as salas de aula.”Creio que 1% dos assumidos/as raramente utiliza as salas de aula para falar sobre homossexualidade, embora todos os alunos e colegas saibam de sua orientação sexual”, revela.

Tema em pauta na sala de aula

Existem, porém, iniciativas por parte das instituições e mesmo de professores, que não necessariamente são homossexuais e estudam o assunto, de debater o tema em classe. Por mais que eles digam que a iniciativa não tenha o objetivo exclusivo de conscientizar, nota-se que ela funciona na promoção da igualdade social.

A professora da UnB (Universidade de Brasília) Ana Galinkin, que leciona a disciplina de Psicologia de Gêneros na pós-graduação, conta que há várias linhas de pesquisa sobre gêneros e homossexualidade. Além disso, em sua classe estudam alunos homossexuais e heterossexuais e a convivência é muito saudável. “A diversidade de opiniões é muito sadia. Ninguém é obrigado a achar normal a homossexualidade do outro, o que está errado é discriminar”, ressalta.

Segundo ela, o tema homossexualidade acaba sendo sempre mais polêmico em sua disciplina do que quando se discute o preconceito e a discriminação da mulher, mas ainda assim o assunto é levado com bastante tranquilidade. “Nunca vivi uma experiência de preconceito entre meus alunos, o que leva a crer que a convivência pode ser muito sadia desde que os jovens sejam levados a refletir, questionar e estejam sempre lidando com o assunto”, conclui.

Língua Solta “Homofobia e Universidade” – veja fotos!

Para quem ainda não sabe, o projeto Língua Solta – no qual o pessoal se reúne na UFMG, em frente ao auditório Sônia Viegas, na Faculdade de Letras, para debater temas da atualidade que têm conexão com o universo LGBT – rola às terças-feiras e tem atraído um pessoal bem bacana. A última edição aconteceu na terça, 3 de maio, e, além do tema principal, os participantes também dicsutiram um pouco os reflexos que já começam a aparecer do “Beijaço“, realizado em 27 de abril em frente à reitoria da universidade mineira.

De acordo com o  Thiago Coacci, que estava lá, o grupo também decidiu mais coisas: por exemplo, que dia 10 de maio, próxima terça, será realizado, juntamente com a ANEL – Associação Nacional de Estudantes
Livre!
uma Oficina em razão da marcha pela aprovação do PLC 122, que
ocorrerá em Brasília no dia 18 desse mesmo mês
. “Primeiramente haverá uma
fala que introduzirá a história da sexualidade seguido de um(a)
advogado(a) que irá comentar sobre a importância do PLC, bem como
explicá-lo para nós”. Falas rápidas, como conta Coacci, para priorizar o debate.

A turma também marcou o próximo Língua Solta: terça-feira, 17 de maio, com o tema “Casamento entre pessoas de mesmo sexo” – tudo a ver com o julgamento da união homoafetiva ontem , no STF, não? =)

Então, o que você está esperando? Dê uma olhada nas fotos e participe – não precisa se inscrever, é só aparecer lá na hora e local combinados!

27/04, na UFMG: Beijaço contra a Homofobia

Um convite a celebração da diversidade, do respeito, carinho, dos beijos, entre os seres humanos, os corpos, as bocas, de qualquer gênero, sexualidade, raça, forma, orientação sexual. À todos que acreditam que é possivel haver respeito.
Troca de abraços e beijos.

Veja a chamada para o evento no Facebook também e convide seus amigos!

Clique para ver maior!

O que fazer em caso de discriminação ou agressões?

Em vídeo produzido pelo pessoal do Gudds!, o Diretor para Assuntos Estudantis da UFMG, Luiz Guilherme Knauer, orienta a comunidade acadêmica sobre como proceder em casos de agressões e outros tipos de discriminação na Universidade.

A vítima, segundo orientações de Knauer no vídeo, deve procurar, respectivamente: a segurança universitária – (31) 4383-8353; a coordenadoria de Assuntos Comunitários – (31) 3409-4587; a Diretoria para Assuntos Estudantis – (31) 3409-4567 e, em última instância, a Ouvidoria da UFMG – (31) 3409 -6466.

Veja abaixo:

“Machismo é coisa do passado?”

Oficina “Machismo é coisa do passado?” – Dia 6 de abril (quarta-feira), às 12h, na Arena da FAFICH – vai lá!

É HOJE! “Língua Solta” tem próxima edição dia 5 de abril

Você não vai perder, vai? Chame seus amigos e participe!

Vai lá!

“Língua Solta – Vamos falar de sexo” foi um sucesso! [fotos]

O pessoal compareceu e foi lindo, gente! A primeira edição de 2011 do Projeto Língua Solta – Vamos falar de Sexo, no último dia 22, em frente ao Auditório Sônia Viegas, na FALE/UFMG reuniu uma turma boa para falar de sexo e muitas outras coisinhas mais – veja as fotos!

E fique de olho: a próxima edição do Língua Solta está marcada para 5 de abril, no mesmo horário e local. Envie suas sugestões de temas para o próximo encontro para guddsmg@gmail.com. Chame seus amigos e participe!

Fotos: Daniel Arruda e Thiago Coacci.