Arquivo da categoria: Notícias

“Mãe” da união estável homossexual pode virar ministra do STF

[Reproduzido lá do Parou Tudo]

Reprodução: Parou Tudo

Reprodução: Parou Tudo

A subprocuradora-geral Deborah Duprat, autora da Ação Direta de Inconstitucionalidade que gerou a permissão de união estável homossexual no Brasil, é um dos nomes cogitados a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF).

A presidente Dilma Vana Rousseff quer um mulher no cargo. O que pesa a favor de Duprat são suas ações pró-LGBT, a favor do aborto de anencéfalos e da liberdade de expressão, no caso, do movimento pela legalização da maconha.

O que vai contra ela? O jornal Valor Econômico afirma que é o fato de Duprat ter mais disposição a condenar os envolvidos no mensalão, processo que será julgado em breve pelo STF. Para o PT, isso seria um desastre. Esse fato enfraquece a possibilidade da “mãe” da união estável homossexual vencer.

Deu no jornal: Defesa dos gays terá frente parlamentar em MG

Frente Parlamentar pela Cidadania e pelos Direitos LGBT será lançada em Minas nesta quinta-feira

Deputada estadual Luzia Ferreira (PPS)

Deputada estadual Luzia Ferreira (PPS)

Autora de um projeto de lei que causou tumulto na Câmara Municipal de Belo Horizonte e por pouco não gerou pancadaria no plenário, a agora deputada estadual Luzia Ferreira (PPS) tenta conquistar espaço para a defesa dos homossexuais na Assembleia Legislativa. Uma vitória ela já conseguiu, com o lançamento nesta quinta-feira da Frente Parlamentar pela Cidadania e pelos Direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). Mas o caminho ainda é longo: apenas 20 dos 76 colegas de plenário apoiaram oficialmente a iniciativa.

Com o grupo, ela diz que espera garantir o cumprimento dos direitos e da cidadania dos homossexuais. “Será um espaço de voz para o segmento, além da defesa da aprovação do projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que criminaliza a homofobia”, afirmou nessa quarta-feira Luzia Ferreira. No meio do trabalho, ela contará com a resistência de vários parlamentares – especialmente os mais religiosos. O assunto ainda poderá colocá-la em novo embate com o ex-vereador e hoje deputado Pastor Carlos Henrique (PRB), relator que considerou inconstitucional o projeto que criava o Dia Municipal da Parada do Orgulho LGBT.

A matéria começou a tramitar na Câmara de Belo Horizonte há dois anos, quando Luzia Ferreira presidia a Casa. Em 8 de junho de 2009, chegou ao plenário e foi motivo para muito bate-boca entre os parlamentares da bancada evangélica, contrários ao texto, e aqueles a favor do projeto. Ao fim, a sessão foi suspensa. O clima esquentou durante a votação de recurso que derrubava o parecer de inconstitucionalidade dado pelo relator do texto na Comissão de Legislação e Justiça (CLJ), Pastor Carlos Henrique.

A argumentação dele foi que o projeto gerava despesas para a prefeitura da capital sem dizer de onde sairiam os recursos para organização das comemorações, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No dia seguinte, o vereador Arnaldo Godoy (PT) até tentou resolver o problema, apresentando uma emenda retirando do projeto o artigo prevendo que a prefeitura organizaria o evento. Mas não houve acordo e os parlamentares contrários à matéria não registraram presença no plenário, faltando o quórum mínimo para a votação.

Diante de tanta polêmica, o projeto foi retirado de tramitação na Câmara. Dois anos depois, Luzia Ferreira planeja apresentar projeto semelhante na Assembleia Legislativa – onde não há nenhum proposta tratando de interesses dos homossexuais em tramitação. Se ela teme nova resistência? “Agora estou vacinada”, brincou.

Matéria de Isabella Souto, retirada do jornal Estado de Minas, em 6 de outubro de 2011.

Marcha pelo Estado Laico acontece em BH dia 17 de setembro

A discussão é urgente e importante, pessoal! O GUDDS! está ajudando na organização da marcha e, para o final do evento, estáprevisto um beijaço em protesto pelo casal gay que foi agredido em plena Praça da Liberdade, no último dia 7 de setembro.

Veja detalhes abaixo e fale com seus amigos – a participação de todos é imprescindível para que a questão venha a debate!

MARCHA PELO ESTADO LAICO

Acontece também em Belo Horizonte a marcha pela laicidade no Brasil. A Marcha pelo Estado Laico se concentrará na Praça Afonso Arinos, dia 17 de setembro, às 14 horas. A manifestação terminará na Praça da Liberdade.

A Praça Afonso Arinos, que já foi conhecida como Praça da República e palco da resistência estudantil ao Golpe Militar, será o local de concentração para a Marcha pelo Estado Laico em sua edição de Belo Horizonte. A partir das 14h de sábado, dia 17, ativistas de vários movimentos sociais irão se preparar para seguir trajeto até a Praça da Liberdade.

As Marchas pelo Estado Laico surgiram em oposição ao aumento das interferências de grupos religiosos em políticas públicas brasileiras. Apesar da definição constitucional de nosso Estado ser laico, há vários exemplos de crenças e moral de base religiosas sendo usadas para determinar e limitar o debate público acerca de leis e ações estatais. No legislativo, parlamentares confundem a representação dos interesses do povo com a imposição de valores e moral religiosa a toda uma população. Juízes decidem seguir “lei de Deus” ao invés dos princípios constitucionais e determinações legais. E mandatários do poder Executivo subsidiam, fazem alianças e acordos com instituições religiosas.

A demanda da Marcha pelo Estado Laico é pela discussão à luz da Constituição e afirmativa do Estado Democrático de Direito. Traz à pauta assuntos caros à sociedade tais como diversidade religiosa e liberdade de crença, fortalecimento da educação laica, casamento entre pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, criminalização da homofobia, entre outros, de forma que reflita o conjunto da sociedade brasileira, plural e diversa.

A Marcha pelo Estado Laico já aconteceu em São Paulo e Recife (21 de agosto), no Rio de Janeiro (25 de agosto), em Florianópolis (30 de agosto). Acontecerá em Belo Horizonte e Curitiba (17 de setembro), além de Brasília (30 de novembro).

Organização:

Daniel Fernandes – daniel.fernandes@gmail.com

Túlio Vianna –  prof@tuliovianna.org

Cynthia Semíramis – cynthiasemiramis@gmail.com

http://marchaestadolaicobh.wordpress.com/

http://marchaestadolaico.wordpress.com/

VII Semana BH sem Homofobia – começa neste sábado!

Tem festas, seminários, mostras de filmes, feijoada… vai bombar! Participe e convide seus amigos!

Tema: Chega de mortes e violência!

Por um Brasil sem homofobia!

 

16/07/2011- Lançamento do Manifesto da 14º Parada do Orgulho LGBT

 

16/07/2011- Arco-íris vai à feira

Loca: Feira Tom Jobim, 13h

Endereço: Av. Bernardo Monteiro, S/N, Funcionário – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

17/07/2011-I Feijoada da Diversidade

Local: Escola de Samba Cidade Jardim, a partir das 12h.

Endereço: Rua Gentios, 1415 c/ a Raja Gabaglia, 2200 – Conjunto Santa Maria

Contato: (31) 3075-5724

 

18/07/2011- Mostra de Filme – 3 Formas de Olhar

Filme: Dzi Croqueti

Local: Centro de Cultura de Belo Horizonte, 19h

Endereço: Rua da Bahia , 1149 – Centro – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

19/07/2011- CRP-MG na luta por uma Minas sem homofobia

Tema: “Uma conversa franca: conhecendo mais sobre o kit escola sem homofobia”.

Local: Sede do Conselho Regional de Psicologia

Endereço: Rua Timbiras, 1532, 6º andar – Lourdes – BH/MG

Realização: Comissão de Direitos Humanos/CRP-MG e CELLOS-MG

Contato: (31) 2138-6767

 

20/07/2011- Cerimônia de entrega do VII Prêmio Direitos Humanos e Cidadania LGBT de Belo Horizonte

Local: Museu Abílio Barreto, 19h.

Endereço: Av. Prudente de Moraes, 202- Cidade Jardim – Belo Horizonte

Contato: (31) 3075-5724

 

21/07/2011 – Seminário: Decisão do Supremo Tribunal Federal e seus desdobramentos na garantia dos direitos e cidadania LGBT

Local: Assembléia Legislativa de Minas Gerais

Endereço: Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho, – BH/MG

Realização: Centro de Referência LGBT de Belo Horizonte, Comissão da Diversidade Sexual da OAB-MG, Ministério Público Estadual.

Contato: (31) 3277-4128

 

22/07/2011- 9º Seminário Saúde e Visibilidade

Local: Secretaria de Políticas Sociais de Belo Horizonte, 14h

Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 18º andar – Centro – BH/MG

Realização: Associação Lésbica de Minas Gerais

Contato: (31) 3267-7871

 

23/07/2011- I Seminário Mineiro de Organizadores de Parada que fazer prevenção as DST/AIDS e Hepatites Virais

Local: Secretaria Municipal Adjunta de Direitos e Cidadania, 9h

Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 12º andar – Centro – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

23/07/2001- Encontro de Voluntários – Tudo Haver Especial

Local: Secretaria Municipal Adjunta de Direitos e Cidadania, 14h

Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 12º andar – Centro – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

23/07/2011- Festa da XIV Parada do Orgulho LGBT de Belô

Local: Gis Club, 22h

Endereço: Av. Barbacena, 133, Barro Preto – BH/MG

Contato: (31) 2515-4121

 

24/ 07/2011 – XIV Parada do Orgulho LGBT de BH

Local: Praça da Estação – Centro de Belo Horizonte

Horário: a partir das 11h – Ato: Político e Cultural

16h – Saída da Parada

Itinerário: Rua da Bahia, Av. Afonso Pena e finaliza c/ a Rua Prof. Moraes

Realização: CELLOS-MG

Contatos: (31) 3075-5724,

E-mail: cellosmg@yahoo.com.br,

Blog:  http://cellos-mg.blogspot.com/

Você viu? “Casal homossexual adota cinco crianças em SP”

Original retirado do Yahoo! Brasil, publicado em 1º de julho.

(Foto: retirada da internet)

(Foto: retirada da internet)

Depois de três anos de espera, um casal homossexual de Itapetininga (SP) conseguiu na Justiça adotar de uma vez cinco irmãos com idade entre quatro e dez anos. As crianças, abandonadas pelos pais, viviam em um abrigo público municipal de Sumidouro (RJ). São duas meninas, com 4 e 10 anos de idade, e três meninos, com idades de 7, 8 e 9 anos. O casal Leandro e Miguel – os sobrenomes não são divulgados para preservar a identidade das crianças – está junto há mais de dez anos.

Desde que decidiu ter filhos adotivos, o casal passou a fazer contato com conselhos tutelares de várias cidades. Assim chegaram aos irmãos de Sumidouro. Quando houve o primeiro contato, há três anos, a quinta criança ainda não estava no abrigo. A diretora do Departamento de Proteção à Criança e ao Adolescente do município, Gilniceia da Silva Ramos, conta que os pais biológicos são vivos, mas têm problemas de alcoolismo e dependência química. Os três filhos mais velhos foram encaminhados ao abrigo pelo Conselho Tutelar, em 2002. “Fizemos quatro tentativas de reinserção na família, sem sucesso”, disse.

Além da vulnerabilidade social, as crianças passaram a sofrer risco de violência física. Nas últimas duas vezes, os menores retornaram para o abrigo acompanhados dos irmãos mais novos. O quarto filho, por exemplo, foi internado com sete meses de idade. O processo de adoção correu no Fórum de Sumidouro. A Justiça local trocou informações com a de Itapetininga para avaliar se o casal tinha condições de manter as crianças. Leandro e Miguel foram considerados aptos para a adoção. Na audiência final, eles ficaram frente a frente com os pais biológicos, que abriram mão da guarda das crianças. No novo lar, os irmãos estão recebendo acompanhamento psicológico. Eles ganharam novos documentos com os sobrenomes dos pais adotivos.

Pela lei brasileira, o estado civil e a preferência sexual não são relevantes para autorizar ou não a adoção. Os pretendentes devem ter mais de 18 anos, ser pelo menos 16 anos mais velho que o adotado e comprovar a idoneidade moral. Também devem comprovar que possuem condição material de prover o sustento das crianças.

Enfrentamento ao Heterossexismo na Educação – dia 20/06, na UFMG

Dia 20 de junho, às 18h30, na Faculdade de Educação da UFMG. Clique na imagem para mais informações e participe!

Slut Walk: Irreverência e bom humor no combate à violência sexual

Acompanhando uma série de manifestações que têm acontecido em diversas cidades do mundo, acontecerá no dia 18/06 a versão  belorizontina da Slut Walk (“Marcha das Vagabundas”, como foi traduzida para o português). O movimento teve origem em Toronto , no Canadá quando um policial aconselhou às mulheres que evitassem se vestir como “vadias” a fim de evitar a violência sexual. A infeliz declaração motivou um grupo de feministas a saírem as ruas, vestidas como “vadias”, com o propósito de chamar a atenção da sociedade para a lógica presente na declaração do policial: a de culpar a vítima pela agressão sofrida.
.
Desde então, diferentes versões da Marcha foram organizadas em várias cidades dos Estados Unidos, Europa e América Latina. No Brasil, a primeira Slut Walk ocorreu no dia 04 de junho, na cidade de São Paulo, a partir de uma convocatória realizada no Facebook.
.
Seguindo os mesmos motes da marcha paulista, duas artistas e ativistas mineiras – atriz Débora Vieira (29) e a artista visual Hortensia Ribeiro (22) – decidiram realizar uma convocatória virtual com o objetivo de organizar a versão belorizontina da Slut Walk (que acontece neste sábado, 18/06, a partir das 13h,  no Centro da cidade – fiquem de olho!).
.
Em função da grande adesão de pessoas interessadas em ajudar na organização do evento, a ideia tem ganhado visibilidade, e já conta com quase 2000 adeptos na página do evento no Facebook. Além disso, para que o evento ultrapasse o âmbito virtual e dialogue com as diversas faces de um assunto tão polêmico, as organizadoras têm buscado se articular com integrantes de grupos de discussão sobre questões de gênero, com representantes das profissionais do sexo de Belo Horizonte e com representantes do poder público. “Para nossa surpresa, os diversos grupos que temos procurado têm manifestado apoio imediato à causa”, relata Hortensia.
.
A convocatória presente no Facebook divide opiniões: há desde os que apóiam a marcha até os que entram na página para insultar os participantes, alegando se tratar de “perda de tempo” ou “futilidade”.
.
Ainda assim, as organizadoras seguem firme no propósito de aproveitar a marcha trazer à luz do debate um assunto que, para elas, é de interesse público: “Os índices de violência sexual contra a mulher, no Brasil, são assustadores. E não é menos assustadora a lógica que habita o senso comum, de que com determinado tipo de roupa uma mulher está pedindo para ser molestada” – destaca Débora. “Se um homem tem o direito de andar com pouca roupa porque sente calor, ou simplesmente porque sente vontade, por que, no caso da mulher, essa escolha tem de ser imediatamente associada ao apelo sexual, e ainda utilizada para justificar a violência?”
.
Seguindo o tom irreverente e bem humorado das marchas ao redor do mundo, a Marcha das Vagabundas em Belo Horizonte também contará com ativistas vestidos com roupas provocativas, e espera contar também com a participação daqueles que não queiram usar roupas curtas: “A ideia é justamente esta: que as pessoas sejam livres para vestir o que bem entenderem”, destaca Hortensia.
.

Serviço

Marcha das Vagabundas (Slut Walk BH)
Concentração: Praça da Rodoviária – 13:00h | 18/06
Trajeto: Praça da Rodoviária – Rua Guaicurus – Praça da Estação – Praça da Liberdade
.
Mais informações:
.

Já viu? “Não Gosto dos Meninos”

Sem comentários! Uma lição de vida de todas essas pessoas, que não têm nada de diferente de você nem de ninguém. Trabalham, estudam, pagam contas, amam, se entristecem, adoecem e se preocupam com a opinião dos pais. Exatamente como tantas e tantas pessoas que a gente conhece. =)

FICHA TÉCNICA:

Curta-metragem “Não Gosto dos Meninos”, inspirado no projeto internacional “It Gets Better”.

produção | mirada + gringo
diretor | andre matarazzo + gustavo ferri
diretor de fotografia | gustavo ferri
camera | felipe santiago
editor | felipe santiago
produtor executivo | enio martins
pós produção | mirada
trilha | andrei moyssiadis

Professor gay: desafios e conquistas

Fonte: Universia

Medo de retaliação e preconceito leva docentes a omitir opção sexual

“Certamente 99% dos gays e lésbicas professores vivem presos dentro da gaveta do enrustimento”, diz Luiz Mott.

Quando se fala de universidade e Ensino Superior instantaneamente somos remetidos à imagem de um ambiente de discussão de idéias relevantes, tanto em âmbito nacional como internacional, na busca da evolução da sociedade. Mesmo alunos mais jovens que, às vezes, não estão preparados para esta realidade, aos poucos, são inseridos em um novo ambiente que os instigue a pensar de forma mais ampla e livre de preconceitos. Preconceitos que podem demorar ultrapassar as barreiras da sala de aula.

No Brasil, o clima amistoso entre universitários é bem comum. Por isso, ter um colega de classe gay, tudo bem. Mas e o professor se assume perante colegas e alunos? Não. Muitos professores homossexuais preferem omitir sua opção para evitar conflitos, retaliações ou possíveis constrangimentos na universidade. Não só por parte dos alunos, mas dos colegas docentes e, ainda, por funcionários das instituições. “Certamente 99% dos gays e lésbicas professores vivem presos dentro da gaveta do enrustimento. Têm medo de se assumir, com medo de serem demitidos ou terem sua carreira prejudicada”, revela o doutor em Antropologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Luiz Mott.

Ele, que assumiu sua homossexualidade em 1972, uma época extremamente difícil para se posicionar desta forma, conta que lutou muito para combater o preconceito no Ensino Superior. Batalhas travadas para mostrar o quanto sua competência era maior que o estigma lhe dado por conta de sua orientação sexual. “Em toda minha vida sofri dois casos explícitos de discriminação”, lembra. O primeiro aconteceu assim que fora convidado para lecionar na UFBA. “Uma amiga indicou meu nome para o cargo e um certo professor disse: mas você sabia que ele é gay? Ela respondeu: sim, mas o que está em jogo é a competência e não a opção sexual do professor”, conta.

O segundo caso de discriminação aconteceu quando ele já atuava no departamento de Antropologia da UFBA e havia sido indicado para o cargo de chefia. “Estavam discutindo em uma reunião, a qual eu não estava presente, os possíveis nomes para a chefia. Indicaram meu nome e um professor disse: `E veado pode ser chefe de departamento?’ Obviamente fui questionar com ele quando soube deste episódio, já que era o mais antigo e qualificado para o cargo. Ele negou, mas os outros professores confirmaram sua declaração na reunião”, diz.

Mott acrescenta que os casos de perseguição contra os docentes homossexuais são mais comuns do que se imagina. Por meio do grupo Gay da Bahia chegam ao seu conhecimento as mais variadas denúncias. “Soube de professores gays que tiveram suas notas conferidas para ver se privilegiavam os rapazes!”, diz. Certa vez, um professor em Natal sofreu contrangimentos por ter publicado um poema homoerótico numa revista nacional. Tal comportamento homofóbico pode fazer com que muitos professores prefiram se manter “às escuras” sem que levem as discussões sobre sexualidade para as salas de aula.”Creio que 1% dos assumidos/as raramente utiliza as salas de aula para falar sobre homossexualidade, embora todos os alunos e colegas saibam de sua orientação sexual”, revela.

Tema em pauta na sala de aula

Existem, porém, iniciativas por parte das instituições e mesmo de professores, que não necessariamente são homossexuais e estudam o assunto, de debater o tema em classe. Por mais que eles digam que a iniciativa não tenha o objetivo exclusivo de conscientizar, nota-se que ela funciona na promoção da igualdade social.

A professora da UnB (Universidade de Brasília) Ana Galinkin, que leciona a disciplina de Psicologia de Gêneros na pós-graduação, conta que há várias linhas de pesquisa sobre gêneros e homossexualidade. Além disso, em sua classe estudam alunos homossexuais e heterossexuais e a convivência é muito saudável. “A diversidade de opiniões é muito sadia. Ninguém é obrigado a achar normal a homossexualidade do outro, o que está errado é discriminar”, ressalta.

Segundo ela, o tema homossexualidade acaba sendo sempre mais polêmico em sua disciplina do que quando se discute o preconceito e a discriminação da mulher, mas ainda assim o assunto é levado com bastante tranquilidade. “Nunca vivi uma experiência de preconceito entre meus alunos, o que leva a crer que a convivência pode ser muito sadia desde que os jovens sejam levados a refletir, questionar e estejam sempre lidando com o assunto”, conclui.

Convite: Audiência Pública na CMBH debaterá decisão do STF sobre união homoafetiva

UPDATE: O horário correto da Audiência é 9h30!!!

O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais ( CELLOS-MG) convida você para uma Audiência Pública solicitada pelo vereador Leonardo Mattos, com a finalidade de avaliar, discutir, no campo jurídico e social, a decisão do Supremo Tribunal Federal a favor da União Estável dos homossexuais e os impactos que essa decisão pode trazer.

A Audiência será realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na terça-feira, dia 24 de maio de 2011, às 13 horas
.
Instituições, autoridades, cidadãs e cidadãos convidados:
.
    – Frei Gilvander Moreira – frei carmelita, militante de movimentos sociais.
    - Soraya Menezes -  Fundadora da ALEM (Associação Lésbica de Minas Gerais)
    - Luís Fernando Schalcher – Diretor do CELLOS-MG (Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais.
    - Carlos Magno -  Coodenador do Centro de Referência Municipal pelos Direitos Humanos e de Cidadania LGBT (Lésbicas, gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
    – Walquíria La Roche – Coordenadora do Centro de Referência Estadual LGBT.
    – Gustavo Corgosinho Alves de Meira – Defensor Público e Coodenador de Direitos Humanos da Defensooria Pública de Minas Gerais.
    – Rodrigo Filgueira de Oliveira – Promotor Público e Cooodenador de Direitos Humanos do Ministério Público.
    – OAB/MG – Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais – Comissão da Diversidade Sexual.