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Escola deve promover respeito à diversidade sexual, dizem especialistas

Declarações a respeito do tema foram feitas durante o 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em Brasília. Acesse a notícia, produzida pela Agência Câmara de Notícias, em seu local original para ver matérias relacionadas e outros conteúdos.

Durante seminário, deputados defenderam a inclusão do respeito à diversidade no Plano Nacional de Educação (Foto: Alexandra Martins)

Durante seminário, deputados defenderam a inclusão do respeito à diversidade no Plano Nacional de Educação (Foto: Alexandra Martins)

Deputados e especialistas ressaltaram nesta terça-feira (15), no 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que a escola tem o dever de promover o respeito à diversidade sexual. No evento, promovido pelas comissões de Educação e Cultura e de Direitos Humanos, debatedores destacaram que a homofobia e a violência contra os homossexuais têm origem na infância.

O deputado Newton Lima (PT-SP), presidente da Comissão de Educação e Cultura, defendeu que o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10, do Executivo) estabeleça que a inclusão, o respeito à diversidade e a tolerância serão princípios norteadores do sistema educacional brasileiro.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), representante da Comissão de Direitos Humanos, também disse que a discussão de gênero deve estar presente nas políticas públicas de educação. Segundo ela, a criança e o adolescente devem ter suas “expressões de gênero” respeitadas, especialmente no ambiente da escola. “Nossos meninos e meninas têm de ter o direito à liberdade, à singularidade e a expressar todas as formas de afetividade”, destacou.

Para a representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Nadine Borges, os professores brasileiros não estão preparados para enfrentar o debate sobre a violência contra os homossexuais, assim como os médicos também não estão. De acordo com ela, a escola deve ser espaço de conquista de cidadania. “O adolescente não pode achar que sua orientação sexual é crime”, disse.

Já o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) defendeu o direito das crianças “de serem educadas pelos seus pais”, sem que isso signifique promover a violência contra os homossexuais. Pastor, o parlamentar lamentou que os evangélicos sejam considerados o inimigo número um da causa LGBT. “O evangélico não concorda com a prática homossexual, mas isso não significa homofobia”, afirmou. “Ser evangélico é respeitar e promover a tolerância”, complementou.

Preconceito entre jovens

A pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), salientou que a maioria dos jovens brasileiros ainda tem atitude bastante preconceituosa em relação à orientação e a práticas não heterossexuais. Pesquisa coordenada por ela apontou que 45% dos alunos e 15% das alunas não querem ter colega homossexual. Conforme ela, o jovem brasileiro tem menos vergonha de declarar abertamente o preconceito contra homossexuais do que de declarar a discriminação contra negros.

Miriam afirmou que esse preconceito se traduz em insultos, violências simbólicas e violência física contra os jovens homossexuais. De acordo com a pesquisadora, essa violência gera sentimentos de desvalorização e vulnerabilidade. Há casos inclusive de jovens que abandonam a escola. “Os adultos das escolas não se dão conta disso, porque na escola, em geral, reina a lei do silêncio”, apontou.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) , que propôs a realização do seminário, ressaltou que os efeitos do tratamento hostil nas crianças e nos adolescentes vão da timidez a deficiências da fala, chegando a psicoses. De acordo com o parlamentar, a violência contra os homossexuais, que inclui casos diários de assassinatos, tem origem na infância.

Sexualidade na infância

A pesquisadora do Instituto de Bióetica, Direitos Humanos e Gênero (Anis), Tatiana Lionço, informou que a escola tem a obrigação regulamentar, desde 1997, de promover a discussão da sexualidade em sala de aula. Isso está previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, publicado pelo Ministério da Educação. “A escola e as famílias têm que ensinar as crianças a respeitarem e a valorizarem a diversidade,” disse.

De acordo com a pesquisadora, não existem crianças gays, lésbicas ou transexuais. Segundo ela, é o olhar adulto que classifica de “homossexual” ou “transexual”, por exemplo, as práticas infantis de conhecer seus corpos e de brincar de se vestir com roupas femininas ou masculinas.

Tatiana explica que o adulto é que faz com que um menino se sinta inadequado, por exemplo, ao brincar de boneca. “As crianças têm sua criatividade tolhida, em suas brincadeiras e em seu modo de ser, pelo medo irracional dos adultos”, disse. “É assim que se ensina a homofobia”, complementou.

Para a pesquisadora, a sexualidade na infância – atividade por meio da qual crianças exploram seus corpos na busca do prazer e descobrem sua identidade – deve ser reconhecida e isso não pode ser desculpa para abusos por parte de adultos. A deputada Teresa Surita (PMDB-RR), integrante da Frente Parlamentar Mista de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente, também disse que as crianças têm sexualidade desde que nascem e que precisam ser orientadas.

É hoje! “Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais em Belo Horizonte”

Nesta segunda, a partir das 18h, BH vai sediar um evento para marcar o Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais, uma data nacional instituída pelo Congresso Nacional em 2004.

A programação será toda realizada no Centro Cultural da UFMG, no centro da capital mineira e é aberta e gratuita. Vai lá! Confira abaixo mais informações e quem vem para os debates:

Instituído em 2004 pelo Congresso Nacional através do Ministério da Saúde, o “Dia da Visibilidade Trans” tem como objetivo ressaltar a importância da diversidade e do respeito, principalmente para o Movimento Trans, representado por travestis, transexuais e transgêneros. É nesse dia que ONGs de todo o Brasil preparam eventos visando combater a discriminação, além de promover ações culturais e de saúde.

O “Dia da Visibilidade Trans” proporcionou que a “Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros” (ANTRA) e a “Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais” (ABGLT) lançassem campanhas com o objetivo de atingir as escolas públicas brasileiras, promovendo assim o respeito à identidade de gênero.
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Em 2012 o evento será organizado no dia 30 de Janeiro, em Belo Horizonte, no Centro Cultural da UFMG. Confira abaixo a programação completa:
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DATA: 30 de Janeiro de 2012
HORÁRIO: 18h00 às 22h30
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PROGRAMAÇÃO:
18h – 18h30:
Recepção do público e dos convidados com exibição de fotos e vídeos das duas últimas comemorações do “Dia da Visibilidade TRANS” e dos ENTLAIDS.
18h30 – 19h  –   Mesa de Abertura:
- Núcleo Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG:
          Marco Aurélio M. Prado
- Conselho Nacional LGBT:
           Keila Simpson
- Cellos Trans:
           Anyky Lima
- Conselho de Desenvolvimento Social – CODS
- Pro-Reitoria de Graduação – UFMG
- Coordenação Municipal DST/AIDS
- NAC – LGBT:
           Helen
- Secretária Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania LGBT:
           José Wilson
- Coordenação Nacional de DST-AIDS Do Ministério da Saúde
           Eduardo Barbosa
19h – 19h30:
Homenagem à Tomba-Homem
Homenagem à Priscila
Atividade Cultural
19h30 – 21h    –    Mesa de Debate:
Mediador: Liliane Anderson – Nuh/UFMG
- Articulação de Homens trans de Recife:
           Leonardo Tenório
- Assistente Social – CR LGBT/SP:
           Thaís Souza
- ANTRA – ASTRA/SE:
           Tatiana Araujo
21h – 21h30   –   Finalização:
Coffee Break
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Maiores informações: NUH – UFMG: (31) 3409-6287 (tratar com Lili, Rafaela ou Thalles)

Deu no jornal: “Abordagem homossexual de peças divide opiniões”

Vocês viram? Pesquisa do Igor Leal, integrante do Gudds!, foi tema de reportagem no Jornal O Tempo do último sábado, 14 de janeiro, sob a batuta da repórter Júlia Guimarães. Confira!

Cena do espetáculo "O Nome dela É Valdemar", que foi analisado na pesquisa "O Riso e a (in)Visibilidade" (foto: reprodução de O Tempo)

Entre as comédias em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, um elemento é recorrente: muitos são os espetáculos a abordarem o riso a partir da representação do homossexual. Os contornos dessa representação, porém, costumam gerar opiniões e análises distintas.

Se, por um lado, há quem veja a construção de uma identidade estereotipada e limitadora do gay nas montagens, por outro existe também a defesa de que tal visibilidade ajudaria a reduzir preconceitos.

Recentemente, o assunto foi tema de uma pesquisa realizada pelo Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds), intitulada “O Riso e a (in)Visibilidade”, que analisou a temática homoerótica nos espetáculos da 36ª Campanha, realizada em 2009. A pesquisa selecionou peças cuja sinopse evidenciasse a abordagem do tema, somando 11 espetáculos.

A primeira constatação foi de que apenas uma das montagens não estava circunscrita no campo da comédia. O riso foi então um dos princípios da análise, identificado como elemento regulador do convívio social. “Usamos a definição do riso de Bergson, como algo que reprime as excentricidades. Mas não realizamos uma pesquisa de recepção para entender do que exatamente as pessoas riem. Também percebemos que, nas encenações, o importante era a performance do ator pautada pelo estereótipo, mais do que a trama”, diz Igor Leal, ator e integrante da pesquisa.

O estudo também constatou que as peças utilizam referências disseminadas socialmente. “Elas constroem a homossexualidade com os mesmos parâmetros do senso comum, por isso funcionam tanto”, diz Leal.

Para Luiz Fernando Duarte, que produz duas peças de temática gay nesta Campanha (“O Nome dela É Valdemar” e “Uma Empregada Quase Perfeita”), a intenção de suas comédias é rir de situações presentes no cotidiano de um homossexual.

“A gente recebe muita crítica por acharem que o gay é alvo de riso, mas nossa intenção é apenas a de narrar situações engraçadas”, defende. “Não acho que os personagens sejam estereótipos pois existem vários tipos de gays retratados nas peças. A gente busca passar o que é real”.

A pesquisa conclui, porém, que as comédias abordadas não podem ser encaixadas no conceito de homoerotismo, por adotar uma perspectiva limitadora sobre as relações homossexuais. “Elas não problematizam nem levantam as diferentes possibilidades afetivas de relacionamento gay”, aponta Igor Leal.

Veja outras peças com temática homossexual em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro deste ano (reprodução O Tempo)

Você viu? Oito propostas tentam proibir união estável gay

De autoria de Débora Santos, retirado do portal G1 – o original você lê aqui.

No Congresso, oito propostas tentam proibir união estável entre gays

Dados fazem parte de estudo encomendado pelo Ministério da Justiça. Para deputado, país não quer reconhecer homossexualidade como família.

O Congresso Nacional registrou, de 1969 até o mês de novembro deste ano, 97 propostas relacionadas aos direitos de homossexuais, segundo mostram dados de um estudo feito pelo Núcleo de Pesquisas de Gênero da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O levantamento foi encomendado pelo Ministério da Justiça.

Das 97 propostas, oito estão em andamento e visam proibir a união entre pessoas do mesmo sexo. Em maio deste ano, por falta de uma lei sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável entre homossexuais. Continue lendo

Convite: 1° Fórum LGBT – Regional Norte

Participem!

1.º FÓRUM LGBT DA REGIONAL NORTE – BH

Diversidade Sexual e Direitos Humanos LGBT: Construindo a Democracia

Data: 20/12/2011 – Terça-feira
Horário: 19 as 21 h
Local: Auditório da Regional Norte
Endereço: Rua Pastor Murylo Cassete, 85, Bairro São Bernardo – Belo Horizonte
Referência: próximo à Estação de Metrô Waldomiro Lobo
Ônibus: 60, 62, 5513, 5517, 70 (suplementar), 55 (suplementar) ou qualquer outro que passe na Av. Cristiano Machado com Av. Waldomiro Lobo.

“Lembrar para não repetir”

“A nossa luta é todo dia, contra o racismo, o machismo e a homofobia”

Lembrar para não repetir. Anteontem, dia 29 de novembro, em frente à Reitoria da UFMG, estudantes de Psicologia da universidade, com o apoio do GUDDS! e do NUH – Núcleos de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG, realizaram, no início da tarde, um ato em memória de vítimas de homofobia. Continue lendo

Você viu? “Profissão: Homofóbico”

Essa “novidade” impressionante que reproduzimos abaixo foi retirada do Vestiário, e tem autoria do jornalista André Pacheco. O original você encontra aqui.

Profissão: Homofóbico

É sempre assim. Basta mais um caso de violência com motivação homofóbica, ou qualquer notícia sobre a comunidade gay em portais de notícias, e vem uma enxurrada de comentários depreciativos. “A ideia é fazer parecer que toda a população brasileira odeia os homossexuais”, diz o paulistano Carlos [pseudônimo]. Desempregado há três anos, há poucos meses recebeu uma oferta tentadora na igreja evangélica que frequenta em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Continue lendo

TRIP Transformadores 2011 apresenta: Jean Wyllys

Atualmente deputado federal pelo PSOL-RJ, mas desde sempre militante pelas causas LGBT, Jean Wyllys saiu de um reality show (tema que ele prefere deixar em segundo plano atualmente) para peitar o preconceito e encampar a luta pela igualdade de direitos diretamente de dentro do Congresso Nacional.
Clique na imagem abaixo e assista ao vídeo feito pela Revista TRIP, por ocasião do prêmio TRIP Transformadores 2011, do qual o deputado foi vencedor:

(Clique para ver o vídeo no YouTube)

Encontre o deputado também pelo Twitter: @jeanwyllys_real

Está sabendo? II ENCONTRO DE FORMAÇÃO – RUDS Minas

Não perca! Veja abaixo a programação completa e participe!

Você viu? STJ reconhece casamento homoafetivo por 4 votos contra 1

[Reproduzido de Gay.com.br]

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A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), numa decisão inédita que entrou na história do movimento LGBT brasileiro, por maioria, proveu o recurso de duas mulheres que pediam para ser habilitadas ao casamento civil direto, ou seja, que não seja convertida através de uma união estável homoafetiva. Segundo o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, a Turma concluiu que a dignidade da pessoa humana, consagrada pela Constituição, não é aumentada nem diminuída em razão do uso da sexualidade, e que a orientação sexual não pode servir de pretexto para excluir famílias da proteção jurídica representada pelo casamento.

O julgamento, que teve o seu início na última quinta-feira, 20/10, foi movida pelo SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade. Após quatro dos cinco ministros terem votados a favor do reconhecimento do casamento civil das duas mulheres gauchas, o ministro Marco Aurélio Buzzi pediu vistas ao processo, o que acabou suspendendo o julgamento. Na sessão desta terça-feira, 25/10, o ministro acompanhou o voto favorável do relator, reconhecendo assim a possibilidade de habilitação de pessoas do mesmo sexo para o casamento civil.

Para o ministro Luis Felipe Salomão, o legislador poderia, se quisesse, ter utilizado expressão restritiva, de modo que o casamento civil homoafetivo ou casamento igualitário ficasse definitivamente excluído da abrangência legal, o que não ocorreu.

“Por consequência, o mesmo raciocínio utilizado, tanto pelo STJ quanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) [quando reconheceu a união estável homoafetiva em maio deste ano], para conceder aos pares homoafetivos os direitos decorrentes da união estável, deve ser utilizado para lhes franquear a via do casamento civil, mesmo porque é a própria Constituição Federal que determina a facilitação da conversão da união estável em casamento“, concluiu Salomão.

Em seu voto-vista, o ministro Marco Buzzi destacou que a união homoafetiva é reconhecida como família. Se o fundamento de existência das normas de família consiste precisamente em gerar proteção jurídica ao núcleo familiar, e se o casamento é o principal instrumento para essa opção, seria despropositado concluir que esse elemento não pode alcançar os casais homoafetivos. Segundo ele, tolerância e preconceito não se mostram admissíveis no atual estágio do desenvolvimento humano.

O ministro Raul Araújo, que acompanhou o relator na sessão da semana passada, retificou seu voto. Para o ministro, o reconhecimento à união homoafetiva dos mesmos efeitos jurídicos da união estável heterossexual, de forma como já decidido pelo STF, não alcança o instituto do casamento. Por isso, ele não conheceu do recurso e ficou vencido.

Raul Araújo defendeu que o julgamento do recurso fosse transferido para a Segunda Seção do STJ, que reúne as duas Turmas responsáveis pelas matérias de setor privado, como forma de evitar a possibilidade de futuras decisões divergentes sobre o tema no Tribunal. Segundo o ministro, a questão tem forte impacto na vida íntima de grande número de pessoas e a preocupação com a “segurança jurídica” justificaria a cautela de afetar o caso para a Segunda Seção. A proposta, porém, foi rejeitada por três votos a dois.

A defesa do casal alegou que o Código Civil não considera a identidade de sexos um impedimento para o casamento. O advogado Paulo Roberto Iotti Vecchiatti sustentou que, no direito privado, o que não é expressamente proibido é permitido.

Para o advogado, “a certidão do casamento civil torna mais fácil a vida do casal uma vez que a união estável prova a relação somente até aquele momento. Então a certidão de casamento civil torna a presunção absoluta de que estão casados até que haja divórcio”.

Repercutindo a decisão história do STJ, para o deputado Jean Wyllys, “a decisão do STJ é importantíssima, mas ainda não é lei“, por isso a necessidade de se votar na PEC da sua autoria do casamento civil igualitário. “Só o poder Legislativo (o Congresso Nacional) pode transformar as decisões do Judiciário (STF e STJ) em lei”, escreveu Jean no seu perfil no Twitter.

Já a senadora Marta Suplicy, que em 1995 apresentou o  projeto de lei 1.1151 de parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo, mencionou no seu Twitter apenas que “com alegria celebramos mais essa vitória”.

O fundamentalista evangélico pastor Silas Malafaia, que durante a sessão do STJ estava pedindo para seus seguidores que pedissem para os ministros do STJ votassem contra, não enviou nenhuma mensagem depois que o julgamento foi finalizado. Naquele momento, talvez no auge da “emoção”, faltou palavras para o pastor, mas nada que ele não continuará a maldizer depois contra famílias homoafetivas, que agora têm os direitos respaldado no Judiciário.