Arquivo da categoria: cultura

Fórum Social Temático 2012: militância LGBT, presente!

O Fórum Social Temático 2012 foi realizado em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, entre os dias 24 e 29 de janeiro. Na marcha de abertura, uma grande diversidade de pessoas, ideias e ideiais – e, como não podia deixar de ser, a bandeira do arco-íris também passou por lá.

Veja abaixo algumas fotos de quem passou por lá e também registrou a presença da bandeira das mulheres e das travestis e transexuais, durante a concentração para a marcha (créditos de Janaina Rochido):

Deu no jornal: “Abordagem homossexual de peças divide opiniões”

Vocês viram? Pesquisa do Igor Leal, integrante do Gudds!, foi tema de reportagem no Jornal O Tempo do último sábado, 14 de janeiro, sob a batuta da repórter Júlia Guimarães. Confira!

Cena do espetáculo "O Nome dela É Valdemar", que foi analisado na pesquisa "O Riso e a (in)Visibilidade" (foto: reprodução de O Tempo)

Entre as comédias em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, um elemento é recorrente: muitos são os espetáculos a abordarem o riso a partir da representação do homossexual. Os contornos dessa representação, porém, costumam gerar opiniões e análises distintas.

Se, por um lado, há quem veja a construção de uma identidade estereotipada e limitadora do gay nas montagens, por outro existe também a defesa de que tal visibilidade ajudaria a reduzir preconceitos.

Recentemente, o assunto foi tema de uma pesquisa realizada pelo Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds), intitulada “O Riso e a (in)Visibilidade”, que analisou a temática homoerótica nos espetáculos da 36ª Campanha, realizada em 2009. A pesquisa selecionou peças cuja sinopse evidenciasse a abordagem do tema, somando 11 espetáculos.

A primeira constatação foi de que apenas uma das montagens não estava circunscrita no campo da comédia. O riso foi então um dos princípios da análise, identificado como elemento regulador do convívio social. “Usamos a definição do riso de Bergson, como algo que reprime as excentricidades. Mas não realizamos uma pesquisa de recepção para entender do que exatamente as pessoas riem. Também percebemos que, nas encenações, o importante era a performance do ator pautada pelo estereótipo, mais do que a trama”, diz Igor Leal, ator e integrante da pesquisa.

O estudo também constatou que as peças utilizam referências disseminadas socialmente. “Elas constroem a homossexualidade com os mesmos parâmetros do senso comum, por isso funcionam tanto”, diz Leal.

Para Luiz Fernando Duarte, que produz duas peças de temática gay nesta Campanha (“O Nome dela É Valdemar” e “Uma Empregada Quase Perfeita”), a intenção de suas comédias é rir de situações presentes no cotidiano de um homossexual.

“A gente recebe muita crítica por acharem que o gay é alvo de riso, mas nossa intenção é apenas a de narrar situações engraçadas”, defende. “Não acho que os personagens sejam estereótipos pois existem vários tipos de gays retratados nas peças. A gente busca passar o que é real”.

A pesquisa conclui, porém, que as comédias abordadas não podem ser encaixadas no conceito de homoerotismo, por adotar uma perspectiva limitadora sobre as relações homossexuais. “Elas não problematizam nem levantam as diferentes possibilidades afetivas de relacionamento gay”, aponta Igor Leal.

Veja outras peças com temática homossexual em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro deste ano (reprodução O Tempo)

Teste

Testando postagens pelo iPhone GUDDS

VII Semana BH Sem Homofobia: “Uma conversa franca – conhecendo mais sobre o Kit Escola Sem Homofobia”

VII Semana BH sem Homofobia – começa neste sábado!

Tem festas, seminários, mostras de filmes, feijoada… vai bombar! Participe e convide seus amigos!

Tema: Chega de mortes e violência!

Por um Brasil sem homofobia!

 

16/07/2011- Lançamento do Manifesto da 14º Parada do Orgulho LGBT

 

16/07/2011- Arco-íris vai à feira

Loca: Feira Tom Jobim, 13h

Endereço: Av. Bernardo Monteiro, S/N, Funcionário – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

17/07/2011-I Feijoada da Diversidade

Local: Escola de Samba Cidade Jardim, a partir das 12h.

Endereço: Rua Gentios, 1415 c/ a Raja Gabaglia, 2200 – Conjunto Santa Maria

Contato: (31) 3075-5724

 

18/07/2011- Mostra de Filme – 3 Formas de Olhar

Filme: Dzi Croqueti

Local: Centro de Cultura de Belo Horizonte, 19h

Endereço: Rua da Bahia , 1149 – Centro – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

19/07/2011- CRP-MG na luta por uma Minas sem homofobia

Tema: “Uma conversa franca: conhecendo mais sobre o kit escola sem homofobia”.

Local: Sede do Conselho Regional de Psicologia

Endereço: Rua Timbiras, 1532, 6º andar – Lourdes – BH/MG

Realização: Comissão de Direitos Humanos/CRP-MG e CELLOS-MG

Contato: (31) 2138-6767

 

20/07/2011- Cerimônia de entrega do VII Prêmio Direitos Humanos e Cidadania LGBT de Belo Horizonte

Local: Museu Abílio Barreto, 19h.

Endereço: Av. Prudente de Moraes, 202- Cidade Jardim – Belo Horizonte

Contato: (31) 3075-5724

 

21/07/2011 – Seminário: Decisão do Supremo Tribunal Federal e seus desdobramentos na garantia dos direitos e cidadania LGBT

Local: Assembléia Legislativa de Minas Gerais

Endereço: Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho, – BH/MG

Realização: Centro de Referência LGBT de Belo Horizonte, Comissão da Diversidade Sexual da OAB-MG, Ministério Público Estadual.

Contato: (31) 3277-4128

 

22/07/2011- 9º Seminário Saúde e Visibilidade

Local: Secretaria de Políticas Sociais de Belo Horizonte, 14h

Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 18º andar – Centro – BH/MG

Realização: Associação Lésbica de Minas Gerais

Contato: (31) 3267-7871

 

23/07/2011- I Seminário Mineiro de Organizadores de Parada que fazer prevenção as DST/AIDS e Hepatites Virais

Local: Secretaria Municipal Adjunta de Direitos e Cidadania, 9h

Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 12º andar – Centro – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

23/07/2001- Encontro de Voluntários – Tudo Haver Especial

Local: Secretaria Municipal Adjunta de Direitos e Cidadania, 14h

Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 12º andar – Centro – BH/MG

Contato: (31) 3075-5724

 

23/07/2011- Festa da XIV Parada do Orgulho LGBT de Belô

Local: Gis Club, 22h

Endereço: Av. Barbacena, 133, Barro Preto – BH/MG

Contato: (31) 2515-4121

 

24/ 07/2011 – XIV Parada do Orgulho LGBT de BH

Local: Praça da Estação – Centro de Belo Horizonte

Horário: a partir das 11h – Ato: Político e Cultural

16h – Saída da Parada

Itinerário: Rua da Bahia, Av. Afonso Pena e finaliza c/ a Rua Prof. Moraes

Realização: CELLOS-MG

Contatos: (31) 3075-5724,

E-mail: cellosmg@yahoo.com.br,

Blog:  http://cellos-mg.blogspot.com/

Contardo Calligaris: Passeatas diferentes

DOMINGO PASSADO, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.
Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, “é mais estratégico exibir a semelhança” do que as diferenças, pois a conduta e a aparência “ultrajantes” podem ter “efeito negativo” sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: “O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão”.
Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer “comum” para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.
Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser “comuns”, aqueles cujos comportamentos “caricaturais” testam os limites da aceitação social.
Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A “complicação” de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.
O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.
Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.
Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.
Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.
Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.
Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa.
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Contate o autor: ccaligari@uol.com.br ou @ccaligaris

Já viu? “Não Gosto dos Meninos”

Sem comentários! Uma lição de vida de todas essas pessoas, que não têm nada de diferente de você nem de ninguém. Trabalham, estudam, pagam contas, amam, se entristecem, adoecem e se preocupam com a opinião dos pais. Exatamente como tantas e tantas pessoas que a gente conhece. =)

FICHA TÉCNICA:

Curta-metragem “Não Gosto dos Meninos”, inspirado no projeto internacional “It Gets Better”.

produção | mirada + gringo
diretor | andre matarazzo + gustavo ferri
diretor de fotografia | gustavo ferri
camera | felipe santiago
editor | felipe santiago
produtor executivo | enio martins
pós produção | mirada
trilha | andrei moyssiadis

Frei Betto: Os gays e a Bíblia

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão;e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

FREI BETTO é escritor.

Língua Solta “Homofobia e Universidade” – veja fotos!

Para quem ainda não sabe, o projeto Língua Solta – no qual o pessoal se reúne na UFMG, em frente ao auditório Sônia Viegas, na Faculdade de Letras, para debater temas da atualidade que têm conexão com o universo LGBT – rola às terças-feiras e tem atraído um pessoal bem bacana. A última edição aconteceu na terça, 3 de maio, e, além do tema principal, os participantes também dicsutiram um pouco os reflexos que já começam a aparecer do “Beijaço“, realizado em 27 de abril em frente à reitoria da universidade mineira.

De acordo com o  Thiago Coacci, que estava lá, o grupo também decidiu mais coisas: por exemplo, que dia 10 de maio, próxima terça, será realizado, juntamente com a ANEL – Associação Nacional de Estudantes
Livre!
uma Oficina em razão da marcha pela aprovação do PLC 122, que
ocorrerá em Brasília no dia 18 desse mesmo mês
. “Primeiramente haverá uma
fala que introduzirá a história da sexualidade seguido de um(a)
advogado(a) que irá comentar sobre a importância do PLC, bem como
explicá-lo para nós”. Falas rápidas, como conta Coacci, para priorizar o debate.

A turma também marcou o próximo Língua Solta: terça-feira, 17 de maio, com o tema “Casamento entre pessoas de mesmo sexo” – tudo a ver com o julgamento da união homoafetiva ontem , no STF, não? =)

Então, o que você está esperando? Dê uma olhada nas fotos e participe – não precisa se inscrever, é só aparecer lá na hora e local combinados!

Livro infantil narra a vida de criança que vai morar com o pai e seu companheiro

Recebemos essa dica do Marcos Nicolau, via lista de discussão, e achamos legal demais a leveza com que o livro abordou a relação de um casal gay aos olhos de uma criança. Vale uma olhada (clique na imagem para ver o restante do livro – as legendas estão em inglês, mas tá facinho)!
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Caros,
repasso link de uma sensível história infantil (as páginas do livro foram escaneadas), sobre um garoto cujos pais se separam e ele vai morar com o pai e o companheiro do pai.
Muito bacana mesmo.
Espero que gostem!
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Clique na imagem para ver o restante do livro!